Caso Potrich: para advogado de defesa, acusação do MP é fantasiosa

Paulo Olímpio questiona denúncia da promotoria que acusa Carlos Patussi pelo homicídio do gerente do Sicredi.

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Foto: Reprodução / YouTube

Paulo Olímpio, advogado de defesa de Carlos Alberto Weber Patussi (52), acusado pelo Ministério Público (MP) nesta quinta-feira (11) pelo assassinato e ocultação do cadáver do gerente do Sicredi de Anta Gorda, Jacir Potrich (55), classificou como ficção a tese defendida pelo Promotor André Prediger. Em coletiva de imprensa na sede da Promotoria Pública da Comarca de Encantado, que abrange Anta Gorda, onde o suposto crime teria ocorrido, Prediger acusou formalmente Patussi de ter matado Potrich por asfixia e, em seguida, sumido com o corpo. O promotor encaminhou denúncia e pedido de prisão preventiva do dentista ao Judiciário, que analisa a acusação, mas negou a solicitação pela detenção.


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O procurador de Carlos Patussi, Paulo Olímpio, diz que foi pego de surpresa pela decisão do Ministério Público. “Fui tomado de surpresa pela denúncia e pedido de prisão. Trata-se de um inquérito em andamento, que ainda não foi concluído e não há relatório final da Polícia Civil. Porém, antes disso, o Ministério Público, a nosso juízo, precipita-se em apresentar a denúncia”, comenta.

Olímpio frisa que não existe provas do envolvimento de Patussi no desaparecimento do gerente. “Não há provas de que Jacir esteja morto. Não há corpo nem exame de corpo de delito para definir a causa da suposta morte. Aponta-se Carlos Patussi, sem nenhuma prova, de ter matado Jacir. Além disso, não há imagens de câmeras nem provas testemunhais que apontam que Carlos tenha se encontrado com Jacir no quiosque do condomínio onde vivam como vizinhos em Anta Gorda e onde o alegado homicídio teria acontecido. O que o MP afirma é mera dedução”, defende a advogado.

Olímpio também questionou a possibilidade aventada por Prediger, que que Patussi teria asfixiado a vítima. “Ora, então quer dizer que em um minuto, Carlos matou Potrich por asfixia mecânica no quiosque e, em seguida, aparece saindo do local sem nenhum sinal de briga, sem nenhum sinal de desalinho em suas vestes? Foram feitas 11 perícias, no carro de Carlos, no quiosque, na casa, e nada foi encontrado. O próprio MP reconhece isso. Esta acusação é uma ficção”, afirma.

O advogado nega que o acusado esteja dificultando as investigações. “Ai o promotor pede a prisão de Carlos, sob alegação de interferir no curso das investigações. Ora, muito pelo contrário. Carlos sempre colaborou. Inclusive, ele próprio entregou as imagens das câmeras de vigilância do condomínio para a polícia. Então, quer dizer que ele (Patussi) estaria produzindo provas contra si mesmo? Carlos é um homem probo, nunca cometeu nenhum deslize, trabalhador tem residência fixa e está colaborando com o inquérito. Por que prender esse homem?”, questiona.

Paulo Olímpio não descarta a possibilidade de impetrar pedido ao Tribunal de Justiça (TJ-RS) da 4ª Região, no sentido de trancar o processo. “Caso a juíza responsável decidir por aceitar a denúncia (o que resultaria em júri popular caso a resposta seja favorável ao MP), vou entrar com pedido para trancar esse processo junto ao TJ-RS, porque trata-se de uma acusação sem nenhuma prova”, antecipa.

Desde o início do inquérito, o dentista Carlos Alberto Weber Patussi nega qualquer envolvimento no desaparecimento de Jacir Potrich.

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