Cineasta britânica denuncia Festival de Cannes por negar acesso ao seu bebê

Greta Bellamacina se junta a série de críticas ao festival, acusado de sexista por movimentos como #MeToo.

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Foto: Divulgação

A cineasta e poeta britânica Greta Bellamacina, cujo filme Hurt By Paradise está sendo exibido no Festival de Cannes, disse que o evento teve uma atitude “ultrajante” após ela tentar entrar no festival com seu filho Lucian, de quatro meses _ ela também é mãe de Lorca, de 2 anos, ambos filhos do artista multimídia Robert Montgomery. “Estou indignada com o absurdo dessa atitude. (…) Como se as cineastas precisassem de mais obstáculos à igualdade em nosso setor”, disse Greta em um comunicado enviado à imprensa.

Segundo ela, a organização do festival inicialmente recusou a entrada de seus filhos no evento. Após “um debate estressante”, ela e o caçula foram autorizados a entrar, embora ela diga que foi informada de que o carrinho do bebê teria de ser enviado por uma entrada diferente do acesso principal.

Greta contou ainda que foi dito a ela que Lucian precisaria da autorização de um delegado, no valor de € 300 euros (cerca de R$ 1.341). Depois que ela se ofereceu para pagar a taxa, Greta foi informada de que levaria 48 horas para que seu pedido fosse processado e que, enquanto isso, ela deveria deixar o local.

A crítica da cineasta junta-se a de outros movimentos, como o #MeToo, que se manifestou contra a homenagem a Alain Delon, ator acusado de ser sexista e homofóbico, e ao fato de Abdellatif Kechiche (Azul É a Cor Mais Quente), acusado de abuso por atrizes, de estar entre os concorrentes a melhor filme. O Festival de Cannes também está na mira pela baixa presença de mulheres concorrendo aos prêmios principais. AS

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