Foto: Nícolas Horn

O delegado José Romaci Reis está a frente das investigações sobre a morte de Ângela Maria Ribeiro. A estrelense de 47 anos foi alvejada por quatro disparos de um revólver calibre 38 na tarde desta quarta-feira (19), no bairro Cristo Rei, em Estrela.

Já foi representado um mandado de prisão para Antônio Sidnei da Silva Rosa (52), suspeito de cometer o crime. Conforme o delegado, o homem é perigoso e após o fato fugiu para outra região do Estado com um automóvel Renault, na cor azul-escuro.

“Ele é bastante perigoso, pela forma como tentou matar a ex-sogra e depois ao dar quatro tiros na ex-mulher. É uma mente doentia”, comenta Reis.

O suspeito cumpria medidas protetivas e estava morando em Porto Alegre. O homem já havia sido preso após a ex-mulher ter registrado ocorrência como vítima de violência doméstica em 2014.


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Suspeito tentou matar a ex-sogra

Com auxílio de câmeras de videomonitoramento do prédio que Ângela morava, além do depoimento de testemunhas, a polícia pode ter uma ideia clara de como o crime aconteceu.

“O indivíduo, antes de cometer o desatino, teria passado na casa de sua ex-sogra, encontrou a senhora sozinha, e a amarrou em uma cadeira, evidentemente com a intenção de matá-la. Acendeu três bocas do fogão a gás e saiu da casa. A senhora começou a gritar até que os vizinhos a socorressem”, relata Reis.

Foto: Julio César Lenhardt

O delegado acrescenta que feito isso, o homem estacionou o seu carro em uma rua acima do prédio da vítima e escondeu-se uma rua abaixo para aguardar a chegada de Ângela.

“Quando ela chegou, ele caminhou tranquilamente até o local. Abriu a porta do veículo, entrou, e por 30 segundos ficou discutindo com ela. Aí a gente percebe que Ângela abre a porta para sair, mas o indivíduo a segura. Nesse momento ele começa a desferir os tiros, acerta braço e as costas, mas ainda assim ela consegue sair do carro, corre e depois cai. Aí suspeito sai tranquilamente do carro, vai até a mulher e atira na cabeça dela”, descreve.


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Não houve suicídio

Na tarde de quarta-feira (19) especulou-se sobre um possível suicídio do autor do crime. A suspeita pode ter partido das mensagens de texto que o homem enviou para o irmão da vítima, confessando que teria matado a mulher porque estaria sendo enganado e iria atentar contra a própria vida.

“Isso não aconteceu, pelo menos até agora, e não deve acontecer mais. Quem tem a tendência a se suicidar, normalmente faz isso após ter eliminado a vítima. Ele está foragido da justiça, é uma pessoa violenta e os familiares devem tomar cuidado, pois ele pode tentar atentar contra a vida de mais alguém”, alerta o delegado. NH

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