Em escalas diferentes, tráfico de drogas na região é igual ao do Rio de Janeiro, diz delegado

Para Juliano Stobbe a demanda de consumo é a responsável pela continuidade do “negócio”.

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Titular da delegacia de Polícia (DP) de Lajeado, delegado Juliano Fernandes Stobbe. (Foto: Rodrigo Gallas)

Em escalas diferentes, o tráfico de drogas na região é igual ao do Rio de Janeiro. Foi o que afirmou o delegado titular da Delegacia de Polícia (DP) de Lajeado, Juliano Fernandes Stobbe.

Segundo ele, a premissa é a mesma. “O tráfico é muito grande na região. O combate não é suficiente. Não posso tapar o sol com a peneira, mas não deixamos de fazê-lo. Temos conhecimento de alguns pontos de droga, no entanto existe uma substituição natural. Quando cai o fulaninho, já há o beltraninho como substituto e aquele ponto continua”, caracteriza.


Ouça a entrevista

 


 

O tráfico existe porque há demanda de consumo. Stobbe relata que o uso de drogas continua sendo crime, mas considera a punição ridícula. O que exemplifica a situação é a utilização de entorpecentes em público. “A maioria das pessoas não costuma esconder. Faz no meio da rua mesmo. E se o policial autuar essas pessoas, ainda passa por bobo, porque está perdendo seu tempo enquanto deveria patrulhar [..]”, lamenta.


Facções controlam o crime

“A população costuma falar que Lajeado está sendo invadida por bandidos vindos de Porto Alegre e região metropolitana.” Segundo o delegado não é bem assim. O que existe são facções influenciando crimes no município e, além disso, lideranças dentro do presídio de Lajeado, que comandam os crimes, bem como o tráfico e atividades ilícitas – jogo do bixo, caça-níqueis. Estas situações são realizadas por meio de ligações e até visitas a casa prisional. RG

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