“Eu acho que vão tentar de todas as formas para ele não ser candidato”, declara teólogo Leonardo Boff sobre caso Lula

Estudioso foi o primeiro a visitar o ex-presidente Lula nas dependências da Polícia Federal, em Curitiba. Filósofo está em passagem pelo Vale do Taquari.

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Foto: Nícolas Horn

Marcado por ser a primeira pessoa a visitar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas dependências da Superintendência da Polícia Federal de Curitiba, o teólogo Leonardo Boff está em passagem pelo Vale do Taquari. Na noite dessa terça-feira (15), fez palestra na Univates a respeito da importância das relações e conexões entre as pessoas.


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Atendendo ao convida da Rádio Independente, ele esteve presente no Programa Dinâmica e tratou a importância dessas relações como essenciais para a sociedade, tendo em vista que são elas as responsáveis por criar um apelo social, criando uma espiritualidade e saúde favoráveis ao ambiente comum. Boff destacou que o universo não é feito da soma das coisas, mas sim dos conjuntos das relações, pois tudo está interligado.

O estudioso ressaltou que as relações pessoas ficam de lado quando os valores do capitalismo abrem precedentes para que o egoísmo e a ‘viagem’ para dentro de sí seja dificultosa. Segundo ele, é por isso que o conhecimento interior tem ficado de lado. “Temos uma cultura do consumo, que é universalizada e vitimiza a todos, inclusive a mim”, frisa.


Caso Lula

Boff destacou que a desigualdade social existente no Brasil é um fator crucial para que o Brasil suba de patamar. Ele explica que as injustiças sociais são existentes e, historicamente, nunca houve projetos políticos de incluissem os menos favorecidos. Para o filósofo, é preciso que as políticas sociais existam, criando mais pessoas críticas e aptas a opinar com consciência. Para ele, isso só é possível com saúde e educação – pilares essenciais para essa ascenção social.

Boff destacou que em sua visita, percebeu Lula indignado e esperançoso. Segundo o frei, Lula pode se eleger e estar na cadeia, gerando um impasse jurídico e legal, que apenas o direito pode esclarecer por meio da Constituição. “Eu acho que vão tentar de todas as formas para ele não ser candidato, mas ele quer ser. Os dados mostram que o povo está querendo ele de volta. E ele quer para poder levar essa política popular a uma reconciliação do Brasil para lutar por um desenvolvimento mais harmônico”, destaca. KO

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