Fungos de outono-inverno: conheça o reino “Fungi”, com mais de 1,5 bilhão de seres

Não dá para sair por aí colhendo cogumelo pensando que é comestível sem saber identificar corretamente.

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Os mais experientes devem se lembrar de que estudávamos os reinos dos animais, vegetais e bactérias e os fungos como uma parte especial dos vegetais. Mas não é mais assim desde 1969. Eles ganharam um reino, o “Fungi”. E acreditam que é composto com mais de um bilhão e meio de “funguinhos”, pois só são conhecidos 5%. Foram aí colocados, entre outras coisas, porque não sintetizam a clorofila como os vegetais. Uns chamam de chapéu de cobra e os cogumelos estão aí.

Com a temperatura amena à fria eles aparecem entre nós e, são conhecidos como cogumelos de outono. Habitam o mundo inteiro e têm papel importante na natureza, decompondo plantas e animais e fornecendo nutrientes. Além disto, alguns são comestíveis e outros tóxicos, podendo matar animais e pessoas. Ainda de alguns é possível produzir medicamentos; outros já causam doenças nas pessoas, animais e plantas.

Os mais lembrados são os comestíveis como o Paris (Champignon), Shitake, Maritaque e Shimeji, que são asiáticos, Porcino (da Itália) e Porto Belo (preferido dos americanos e franceses), Agaricus e Trufa e muitos outros. Todos são plantados para serem comercializados e fazem parte da alta culinária. No Rio Grande do Sul, o Porcino (Boletus) é encontrado na natureza na região italiana e colhido. O “Lactarius deliciosus” cresce debaixo das plantações de pinheiros-pinus no sul do estado e também é comestível.

Lembro mais alguns, que não são comestíveis, mas tem papel importante, sem levar em consideração o nome científico, na nossa vida.

“Mofo” do pão de onde tiraram a penicilina, mofo das frutas quando começa apodrecer, algumas “leveduras” que são usados para fazer pão, cervejas, cachaça e outras bebidas, fungos especiais que são usados na fabricação de queijos como Camembert, Gorgonzola e Marbier, o Shoyu japonês usa o Aspergilus no arroz. Outros causam alergia, doenças como micoses, pé-de-atleta, candidiase, micose da unha, aflatoxina no amendoim e milho, as fezes de pomba, morcego e outros pássaros causam histoplasmose e tantas outras.

Mas queria me dedicar mais aos que são tóxicos e encontrados na natureza entre nós nesta época do ano. Não temos o hábito de coletar cogumelos para comer. Em outros países é comum. Não dá par sair colhendo cogumelos por aí porque alguns deles intoxicam, podendo matar tanto as pessoas como animais. E cachorro é curioso e pode ingerir e ter sérios problemas que vão precisar de assistência de veterinários.

Consultar o Centro de Informação Toxicológica CIT (0800 721 3000), que atende 24 horas, pode ajudar em caso de intoxicação. No ‘Said’ tem fotografias de identificação e orientações úteis. De lá tirei alguns dados. Há vários cogumelos que causam intoxicação, mas três deles são mais importantes para nós.

Conheça algumas espécies tóxicas

  • Amanita (Amanita muscaria), conhecido por mata boi ou frade de sapo, aparece muito entre pinus tem cor vermelha e chama atenção. É alucinógeno, neurotóxico (ataca os nervos) e causa problemas gastrointestinais.
Amanita
  • Ramaria (Ramaria tóxica) aparece muito entre eucaliptos, tem cor amarela também chamativa e parece uma couve flor. Causa problema neurotóxico e gastrointestinais.
Ramaria
  • Cogumelo mágico ( Psilocybe cubensis) aparece muito em estrume e tem a cor de palha. É neurotóxico, alucinógeno e gastrointestinal. Quem usa esterco que não passou pelo processo de compostagem ou fermentação, na horta, pomar ou jardim pode encontrar este cogumelo facilmente por aqui.
Cogumelo mágico

Segundo o CIT, entre os anos de 2005 e 2017, foram 34 casos causado pelo fungo “cogumelo mágico” e outros seis pelo “amanita”.

Portanto, não dá para sair por aí colhendo cogumelo pensando que é comestível sem saber identificar corretamente. Outra informação: não colher cogumelos em madeira tratadas. Ele absorve a toxidade, também em solos contaminados como depósitos de lixo ou ainda beira de estrada, onde tem descarga de veículos.

Em caso de intoxicação, procure socorro médico isto não é brincadeira.


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