Modelos plus size protestam em frente ao Congresso Nacional contra alta de feminicídios

Objetivo é incentivar mulheres a denunciar agressões.

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Foto: Divulgação

Vestidas de noiva e com véus pretos, modelos plus size do Distrito Federal se reuniram em frente ao Congresso Nacional em um protesto contra o feminicídio. As “noivas do luto” exibiram cartazes com frases como:

  • “O amor não pode ser até que a morte nos separe”
  • “Denuncie, não se cale”
  • “Se ele tem coragem de bater, você tem que ter coragem de denunciar”

Durante a manifestação, as modelos atraíram olhares de turistas que visitavam a capital. Segundo a organizadora, Janaína Graciele, o objetivo era chamar a atenção para as altas taxas de feminicídio no Brasil. Janaína afirmou que o estopim para a manifestação veio quando “mulheres muitos próximas começaram a serem mortas”.

Em anos anteriores, as modelos já haviam reivindicado a criação de um hospital de referência em obesidade em Brasília, lutaram contra a gordofobia e declararam apoio à Campanha Setembro Amarelo – de prevenção ao suicídio. Em todas as vezes, o palco do protesto é o gramado em frente ao Congresso, na Esplanada dos Ministérios.

Recorde de feminicídio

O ano de 2018 terminou com um triste recorde de mulheres assassinadas no Distrito Federal. De janeiro a dezembro, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) registrou 29 casos de feminicídio na capital do país – 11 a mais do que em 2017. O índice representa um assassinato de mulher a cada 12 dias, em média.

No ano anterior, 18 mulheres foram mortas e, em 2016, foram 19 vítimas. Levantamento do G1 revela uma alta de 61% neste tipo de crime nos últimos dois anos.

Com base na Lei de Acesso à Informação, o G1 teve acesso ao perfil dessas vítimas. Entre 2017 e 2018, 2 em cada 10 mulheres mortas tinham entre 25 e 30 anos. Outras 18 mulheres assassinadas tinham idades entre 41 e 45 anos.

Você sabia?

O serviço do número 180 é gratuito, funciona 24 horas por dia e preserva o anonimato a quem denuncia. Segundo o governo federal, há muitas mulheres que ligam apenas para solicitar informações ou encaminhamento para serviços especializados.

As denúncias sobre violência, no entanto, representam uma importante parcela da razão dos telefonemas. Nesta década, o Ligue 180 recebeu 844.123 relatos de violência contra a mulher. O que equivale a um relato de violência contra mulher a cada 3 minutos e 50 segundos.

Fonte: G1

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