A comunidade que reside no “Bairro Praia”, no Centro de Lajeado, pede a revitalização do campo do São José, para que o espaço receba uma escola de futebol para crianças de 8 a 15 anos. Um projeto de 2013, elaborado pelo Escritório Modelo de Arquitetura e Urbanismo (EMAU) da Univates, não foi levado adiante. Os moradores se dizem esquecidos pelo Poder Executivo.


Ouça a reportagem


Campo não tem cercamento, podendo ser utilizado por usuários de drogas. (Fotos: Natalia Ribeiro)

Quem vai ao campo, na Rua Borges de Medeiros, vê um cenário de abandono. A área não recebe manutenção, não há cercamento e as goleiras sequer têm redes. Ao invés da prática de esportes, hoje o espaço recebe usuários de drogas e também serve para o descarte de lixo seco.

Times amadores até tentam utilizar o espaço, mas não há estrutura para recebê-los. O presidente da Associação dos Moradores do Praia, Jean Amorim, alerta que “não tem vestiário, banheiro e cercamento para jogar em paz”. Abordagens violentas são temidas pelos usuários. “Eles podem ser atrapalhados por pessoas que estão no espaço de maneira indevida, inclusive com violência”, relata Amorim.

Resíduos secos são deixados na entrada do terreno.

O projeto de revitalização, apresentado em 2013 à gestão de Luís Fernando Schmidt, previa a construção de quadras esportivas, campos de futebol 7, estacionamento, vestiários, memorial, pista de bicicross e espaços de convivência com churrasqueiras, bancos e quiosques. Localizado nas proximidades do Parque dos Dick, o local se tornaria referência para a prática de esportes. Conforme Amorim, o investimento pretendido era de aproximadamente R$ 1 milhão, a ser custeado pela União, pelo Estado e pelo Município. Para conquistarem a revitalização, os moradores aceitam uma revisão no projeto inicial.

Presidente da Associação dos Moradores do Praia, Jean Amorim reivindica melhorias no espaço.

Poderia ser uma adotada uma medida parcial: construção de copa, vestiário e cercamento do terreno”, projeta o líder. Essa tentativa já teria sido apresentada, conforme Amorim. “Há cerca de dois anos encaminhamos um abaixo-assinado ao então secretário de esportes, Paulo Tori, solicitando tijolos. A mão de obra seria da comunidade”. Além da reformulação, as crianças precisam de uniformes, bolas e de um professor de futebol.

Depois de retomar o assunto na imprensa, o presidente da associação pretende registrar o pedido na prefeitura, visto que ainda não fez contato com a administração de Marcelo Caumo. Se o Executivo não tiver recursos, ele pretende recorrer à iniciativa privada. NR

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Por favor, coloque o seu nome aqui