Não há como alimentar uma nação como o Brasil sem defensivos agrícolas, dizem produtores

Astor Schwarzer e Gerson Müller defendem o uso consciente desses produtos, observando aspectos sanitários, de saúde e de legislação.

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Foto: Divulgação

Defensivos agrícolas usados na produção de alimentos e seus impactos para a saúde foram pauta para o produtor Astor Schwarzer e o técnico agrícola Gerson Müller, em entrevista ao programa Dinâmica desta segunda-feira (14). Eles fazem parte do Clube Amigos da Terra, criado em 1989 em Estrela. Atualmente, abrange 17 municípios do Vale do Taquari, com mais quatro de fora da região, e reúne cerca 80 produtores.


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Para Schwarzer e Müller, não há como trabalhar em escala industrial sem defensivos agrícolas. Porém, destacam que é importante fazer o uso consciente desses produtos, observando aspectos sanitários, de saúde e de legislação.

Técnico agrícola Gerson Müller e o produtor Astor Schwarzer (Foto: Kainan Oliveira)

Eles defendem tratar o assunto com cuidado, e rejeitam a oposição entre produtores e ambientalistas. Uma das saídas que apontam é o cuidado com o manejo. “Como a gente está trabalhando com defensivos para proteger a lavoura, para que se tenha o resultado esperado, é preciso fazer [o manejo] cortando desperdício. A gente joga menos produto no meio ambiente, que poderiam a vir causar problemas”, analisa Schwarzer.

“Não há como alimentar uma nação como essa [o Brasil] e ainda exportar, para manter a balança comercial do jeito que a agricultura manteve sem o uso [de agrotóxicos]”, afirma Schwarzer. “Agora, o que nós precisamos ter a consciência de que é preciso usar com racionalidade, usar com o corte de desperdício. Cobrar mais do comércio que vende nos vende o produto, que ele está deixando na parte de orientação. A receita é uma orientação, mas não há o acompanhamento que deveria ter”, entende.

Para técnico agrícola Gerson Müller, é a cultura do brasileiro não ler materiais técnicos como um receituário agronômico. Para ele, o produtor “acaba indo muito mais pela palavra”. “Toda a revenda que trabalha como agroquímicos tem que passar bem as coordenadas de aplicação, a parte dos cuidados com o EPI e a próxima mistura que deve-se fazer nos tanques”, orienta.

“Uma das pautas do Clube da Terra para 2019 é a implementação do manejo integrado de pragas aqui no nosso meio, que é para o produtor identificar quem é amigo e quem é inimigo”, explica Schwarzer. “A gente precisa saber quando é o ideal momento de se combater, e não simplesmente entrar com pulverizador na lavoura quando alguma coisa está se mexendo”, percebe. TS

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