“O sono fornece funções primordiais para a nossa vida”, diz especialista em medicina do sono

"A insônia está muito associada a problemas de ansiedade", comenta Bruna Letícia Butzke.

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Segundo Bruna, existem os chamados “grandes dormidores” e os “pequenos dormidores” (Foto: Tiago Silva)

“Quando a gente dorme mal, a gente está perdendo a nossa saúde. Não é a toa que a gente passa um terço de nossa vida dormindo. O sono fornece funções primordiais para a nossa vida.” O alerta é da otorrinolaringologista Bruna Letícia Butzke, que realiza especialização na área de medicina do sono no Instituto do Sono, em São Paulo. “A insônia está muito associada a problemas de ansiedade. As doenças obstrutivas do sono estão muito associadas aos nossos hábitos”, diz a profissional.


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Conforme ela, “não existe uma fórmula mágica, cada pessoa precisa dormir em um horário diferente e uma quantidade diferente de sono”. “Os recém-nascidos dormem de 12 a 16 horas por dia e, na medida que a gente vai envelhecendo, vai dormindo menos. Existe uma variação individual. Existe esse o ‘número mágico’ de oito horas. A grande maioria das pessoas dorme entre 7 e 9 horas por noite”, comenta.

Segundo Bruna, existem os chamados “grandes dormidores” e os “pequenos dormidores”, e o tempo ideal de sono é aquele em que a pessoa consegue despertar espontaneamente sem precisar do despertador e sentir-se bem ao longo do dia.

A otorrinolaringologista detalha os sintomas dos distúrbios do sono, como sonolência excessiva, dificuldade em pegar no sono ou acordar de madrugada, ronco, apneia, comportamentos estranhos ao dormir, bruxismo, lapsos de memória e irritabilidade. “Às pessoas que têm esses sinais, o ideal é procurar um médico”, orienta Bruna.

Ela dá dicas de como ter uma noite tranquila de sono: tenha horários regulares para dormir, em ambiente fresco e escuro; não fazer exercícios físicos à noite; optar por alimentos leves e evitar o uso de estimulantes à noite, e também não fazer o uso de celulares e tablets duas horas antes de dormir. “Adormecer é um processo, e a gente precisa se preparar para isso”, destaca. TS

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