Pré-candidato ao Piratini diz que é decisão política atrasar salários do Executivo e manter em dia vencimentos da elite do funcionalismo

Ex-secretário de Planejamento e Gestão do RS e ex-presidente do Banrisul, Mateus Bandeira é filiado ao Partido Novo. Ele defende o ingresso de cidadãos de bem e de ideias novas para a renovação na política.

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Mateus Bandeira ressalta necessidade de maior eficiência do Estado (Foto: Tiago Silva)

Pré-candidato do Partido Novo ao governo gaúcho em 2018, o ex-presidente do Banrisul Mateus Bandeira critica a atitude do Palácio Piratini de atrasar salários dos funcionários do Executivo e manter em dia os vencimentos de servidores dos outros poderes.


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“É uma decisão política covarde atrasar o salário dos professores, dos policiais, e manter rigorosamente os salários da elite do funcionalismo. Porque a Constituição não diz que um juiz tem precedência sobre um policial; que um promotor tem que receber antes de um professor”, explica Bandeira.

“Todos devem sofrer as consequências de um Estado falido”, afirma ele, “porque, quando falta dinheiro no Estado, deveria faltar para todos os servidores públicos”.

Bandeira aponta o caráter pedagógico da medida: “Não que atrasar para os outros poderes vá resolver o problema, mas do ponto de vista pedagógico vai fazer com que todos sofram as consequências e o drama de viver num Estado falido”.

Formado em Informática pela Universidade Católica de Pelotas, com especialização em Finanças pela FGV e em Gestão pela UFRGS, Bandeira foi secretário de Planejamento e Gestão no governo de Yeda Crusius (PSDB) e presidente do Banrisul entre 2010 e 2011.

Pré-candidato do Partido Novo ao governo gaúcho em entrevista ao programa Rádio Repórter (Foto: Eduardo Peixoto/Divulgação)

Nesta quinta-feira, ele participou de reunião-almoço na Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil), onde palestrou sobre o tema “As oportunidades para 2018”. Bandeira explica que não era filiado a partido político quando recebeu o convite do Partido Novo para colocar seu nome a disposição dos eleitores gaúchos em 2018.

“Nesse momento em que os brasileiros estão cansados dessa política tradicional, dos atores políticos atuais; que então indignados com as revelações trazidas pela Lava Jato; que anseiam por ideias, projetos e lideranças novas, eu julguei que a melhor contribuição que eu posso dar é colocar meu nome a disposição nesse momento”, explica Bandeira. “E o Partido Novo é a melhor expressão dessa expectativa de mudança”, afirma.

O pré-candidato ressalta que a sigla se distingue das demais pois não usa dinheiro do Fundo Partidário. “O Novo não usa e não aceita um centavo de dinheiro público. É o único partido que se apresenta dessa forma e que se financia, exclusivamente, com contribuições de seus filiados ou apoiadores. Partido político, para nós, é uma organização privada e deve se financiar por meio de pessoas que acreditam em suas ideias”, destaca.

“O Novo só aceita ficha-limpa, não há ninguém com ficha-suja no Novo. E também é o único partido que, verdadeiramente, defende as liberdades individuais, defende a livre iniciativa; defende menos Estado e mais foco, mais eficiência na função precípua do Estado”, argumenta.

Questionado sobre mudanças na política, Bandeira diz que o quadro só vai apresentar uma melhora através da boa política. “Se as pessoas de bem, os cidadãos de bem, pessoas que tem credencial, que tem envergadura, não colocarem seus nomes a disposição, não haverá renovação”, defende. TS

 

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