Rede de atendimento à mulher de Lajeado articula reativação do Comdim

Conselho Municipal dos Direitos da Mulher pode ser reabilitado ainda no primeiro semestre.

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Assistente social do Cram, Magda Rigo, e a assessora jurídica do órgão, Andréia Brisolara (Foto: Tiago Silva)

Integrantes da rede municipal de atendimento à mulher em Lajeado se mobilizam colocar em operação novamente o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (Comdim). O órgão foi criado em 2005, no governo Carmen Regina (PP), e foi atuante até por volta de 2016. Ele ainda está em vigor. Porém, como o quórum das reuniões foi baixando, na prática, ficou desarticulado. Sem deliberações, o conselho deixou de apontar políticas públicas.


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Agora, a expectativa é que o Comdim seja reabilitado ainda no primeiro semestre. “Hoje, temos a consciência da importância do Comdim, de que ele precisa voltar a ser atuante, especialmente porque todo esse serviço do Centro de Referência e Atendimento à Mulher (Cram) tem nos dado maior suporte. Talvez agora seja um momento de ter esse conselho bem atuante”, percebe a advogada e assessora jurídica do Cram, Andréia Brisolara.

Conforme ela, para o Comdim voltar a ser atuante, “vai depender de todos os órgãos que tinham presentantes, conselheiros, se disponibilizarem, estarem conosco nessa vontade de restabelecer as atividades do Conselho. A gente vai partir verificando a última estrutura administrativa do Conselho”.

A assistente social do Cram, Magda Rigo, lembra que o Comdim foi atuante, mas quando seus integrantes começaram a se dispersar, ele perdeu relevância. A lei que institui o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher detalha que a composição deve ser de cinco representantes indicados pela Prefeitura, e dez representantes da sociedade civil. “Acredito que até a metade do ano a gente tenha reestruturado o conselho”, projeta Andréia.

Índices de violência contra a mulher

O Centro de Referência e Atendimento à Mulher (Cram), criado em junho de 2016, reúne dados de atendimento no município. Em 2018, foram 355 casos de violência contra a mulher. As mulheres procuram o centro regularmente e recebem atendimento, orientação e encaminhamento para os órgãos competentes.

Conforme dados compilados até setembro de 2018, o maior tipo de violência que as aflige é do tipo psicológica (32%), seguida de moral (30%), física (25%), patrimonial (8%) e sexual (4%). Violência institucional, praticada no ambiente de trabalho, alcança 1%. TS

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