Reino Unido lança guia para avaliar capacidade de pessoas com demências leves

No país, 60% dos idosos acima de 70 anos mantêm suas carteiras de habilitação.

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Foto: Pixabay / Divulgação

Muitas pessoas continuam dirigindo mesmo quando já apresentam limitações físicas e reflexos menos rápidos. O carro ainda é sinônimo de autonomia para as gerações mais velhas e abrir mão dele representa uma perda considerável.

No Reino Unido, pesquisadores da Newcastle University, com o apoio do National Institute for Health Research, lançaram um novo guia para médicos e outros profissionais de saúde terem ferramentas para avaliar quando as pessoas devem parar de dirigir: chama-se “Driving with dementia or mild cognitive impairment” (“Dirigindo com demência ou prejuízo cognitivo leve”) e pode ser baixado gratuitamente. No país, 60% dos idosos acima de 70 anos mantêm suas carteiras de habilitação.

Nos seus estágios iniciais, a demência não impede que o motorista dirija em segurança e os próprios médicos envolvidos no trabalho afirmaram que os pacientes têm o direito de manter sua independência pelo maior tempo possível. O guia funciona como um recurso estruturado para que essa conversa, seja em família, seja no consultório, esteja embasada em critérios consistentes.

Os pesquisadores listaram mudanças no comportamento que estão relacionadas à perda da habilidade na direção. No primeiro grupo estão aquelas ligadas à capacidade de avaliação espacial: por exemplo, quando o motorista muda repentinamente de marcha ao se aproximar de um veículo parado ou quando se prepara para ultrapassar. Outro indício: ser incapaz de manter um percurso estável na pista.

Outros sinais é esquecer de soltar o freio de mão ou ter problemas com as marchas. Vale também prestar atenção quando o idoso se mostra tenso em situações cotidianas da direção, ou não reage com rapidez e eficiência em momentos de maior complexidade ou risco, como encarar cruzamentos movimentados. Guiar excessivamente devagar, ter dificuldades para estacionar, arranhando o automóvel com frequência.

Fonte: G1

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