Retomada construção das casas para os papeleiros, em Lajeado

Obra foi suspensa durante férias coletivas das empreiteiras.

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Oito construtoras de Lajeado e região cedem funcionários para a obra (Foto: Natalia Ribeiro)

Depois de uma quinzena suspensa, foi retomada, nesta terça-feira (08), a obra de construção das casas para os papeleiros, que hoje residem às margens da ERS-130, em Lajeado. Das seis residências previstas inicialmente, quatro estão com a estrutura encaminhada. A paralisação dos trabalhos foi necessária por conta de férias coletivas das construtoras parceiras, ligadas ao Sindicato das Indústrias da Construção Civil, Mobiliária, Marcenarias, Olarias e Cerâmicas para a Construção, Artefatos e Produtos de Cimento e Concreto Pré-Misturado do Vale do Taquari (Sinduscom).


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Nesta tarde, já era possível encontrar trabalhadores no terreno, que fica na divisa entre os bairros Jardim do Cedro e Santo Antônio. Por mais que os empregados das construtoras tiraram férias e a construção tenha sido paralisada, servidores da Prefeitura de Lajeado trabalharam no local durante o período. As construtoras pararam em 19 de dezembro de 2018. O coordenador da Secretaria de Obras e Serviços Públicos de Lajeado, Cassiano Jung, explica o que foi feito durante as férias.

“Os serviços não pararam totalmente. A equipe da Secretaria de Obras deu continuidade a alguns desses serviços e entre eles a parte de concretagem na área dos pisos em ambas as quatro casas que já existem com fundação”, diz. A base dos banheiros está finalizada, com a elaboração da rede hidráulica. Resta a montagem das casas, que são pré-moldadas. “Paredes e painéis de madeira serão colocados”, fala.

Enquanto a construção ocorre no terreno indicado pela administração municipal, outro grupo trabalha num galpão, onde prepara as casas, como explica o coordenador. “Outras equipes atuam em um pavilhão distante dos locais, montando os painéis em madeira. Como são seis casas, esses painéis vão ser prontos para apenas serem colocados no local. Eles já estão prontos”. O grupo separado atua agora fazendo a estrutura para os telhados e as coberturas – tesouras – que depois serão unidas.

Coordenador da Secretaria de Obras e Serviços Públicos de Lajeado, Cassiano Jung (Foto: Natalia Ribeiro)

Ainda nos últimos dias, foi feita a topografia do terreno. Ruas serão abertas nas imediações. A Prefeitura de Lajeado contratou uma empresa para fazer as demarcações. Nos próximos dias, segundo Jung, será estendida rede de energia elétrica e feita abertura para água potável, da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan). Onde moram, os papeleiros não tem luz e água.

As casas terão cerca de 47 metros quadrados cada. O projeto prevê dois dormitórios, banheiro e cômodo integrando sala de estar, cozinha e sala de jantar. A Prefeitura de Lajeado está cedendo todos os materiais para a construção. As construtoras apenas auxiliam com mão de obra – que é complementada pelos servidores públicos.

um galpão para os resíduos recolhidos, previsto no esboço, não está confirmado para o local. Jung afirma que, “no momento, não temos previsão de execução nessa área”. A edificação desse espaço foi motivo de reunião e voltará a ser debatida este mês. A previsão de término das casas é para janeiro de 2019.

Relembre

Termo assinado no dia 7 de dezembro de 2018 garantiu a entrega de até dez casas aos papeleiros, que há décadas vivem às margens do Km 70 da ERS-130, em Lajeado. O acordo foi firmado entre Prefeitura de Lajeado, Ministério Público, catadores e seu advogado. No entanto, após a divulgação, moradores do Bairro Jardim do Cedro se colocaram contra a proposta. Diversos encontros ocorreram para discutir o tema.

A comunidade, por fim, aceitou a construção das casas, mas segue contrária ao galpão, alegando que traria insetos e doenças para o local. Outras áreas foram visitadas pela administração, que não descarta estipular outro endereço. NR

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