“Se passar a reforma da Previdência, ações do Brasil explodem e moeda se valoriza”, afirma analista

Para o diretor da Brasoja, Antônio Sartori, a política interna e a geopolítica são fatores determinantes para o humor dos investidores.

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Foto: JC / Reprodução

O mundo inteiro está de olho na abertura econômica, na possibilidade de aprovação de uma reforma da Previdência e no ajuste fiscal para poder investir no Brasil. A leitura é do diretor da Brasoja, Antônio Sartori. “Se passar a reforma da Previdência, as ações do Brasil explodem e a nossa moeda se valoriza”, afirma.


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Conforme ele, a expectativa é que no Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça, o presidente Jair Bolsonaro e os ministros Paulo Guedes (Economia) e Sérgio Moro (Justiça) possam causar uma boa imagem perante os investidores e resgatar a credibilidade do país após os escândalos de corrupção e irresponsabilidade fiscal dos governos do PT. Bolsonaro será a principal estrela do evento que ocorrre entre os dias 22 e 24 de janeiro, já que o presidente americano, Donald Trump, e o francês Emmanuel Macron não irão.

Para Antônio Sartori, a política interna e a geopolítica são fatores determinantes para o humor dos investidores em apostar na recuperação do Brasil. Além dos dois aspectos, influem na agricultura, sua especialidade, o fator climatológico.

O diretor da Brasoja enaltece a capacidade do produtor brasileiro, e destaca a liderança do Brasil a exportação de carnes, o que faz outros países levantarem barreiras para conter o avanço no competitivo mercado internacional.

“Essa louca volatilidade do câmbio, do clima e da política é uma tempestade perfeita. O produtor tem que ser muito competente dentro da porteira, com alta produtividade, acompanhando a política para ver o que vai acontecer com o câmbio. Não tem atividade que tenha mais competência do que o produtor brasileiro. Não existe”, analisa.

Para ele, as “restrições que tinham em relação à carne brasileira não eram por restrições sanitárias ou por motivos de cruzamento de raças”. “Isso tudo são estratégias de guerra comercial. A demanda é crescente. A demanda é irreversível”, afirma ele, para quem a procura reflete em altas para o mercado de soja e de produção de milho. TS

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