Taquari tem manifestação no Dia Nacional de Luta em Defesa da Educação

Na Praça da Matriz foi realizado, nesta tarde, ato contra cortes de verbas pelos governos federal e estadual. Pela manhã, Lajeado teve mobilização.

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Professores e funcionários de escolas estaduais participaram do ato realizado em Taquari (Foto: Natalia Ribeiro)

Professores e funcionários de escolas estaduais estiveram reunidos na tarde desta quarta-feira (15) em Taquari para protestar contra cortes de verbas pelos governos federal e estadual. A concentração ocorreu na Praça da Matriz, na Rua Sete de Setembro, no Centro de Taquari. Os participantes entregaram folhetos a quem passava e conversaram com a comunidade sobre as motivações do Dia Nacional de Luta em Defesa da Educação. Atos semelhantes ocorreram em todo o país.


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No Vale do Taquari, foram realizados dois movimentos: pela manhã, ato na Rua Julio de Castilhos, no Centro de Lajeado, com a participação de cerca de 250 pessoas, conforme estimativa do 8º Núcleo do Cpers-Sindicato. durante a tarde, em Taquari, um pequeno grupo de servidores públicos esteve reunido. Era prevista uma caminhada para o fim do dia na cidade, mas a atividade acabou não ocorrendo. Três colégios suspenderam as aulas na data: Colégio Presidente Castelo Branco e Érico Veríssimo, em Lajeado, e Vidal de Negreiros, em Estrela.

Diretor-geral do sindicato na região, Gerson Johann explica os motivos para a mobilização. “Vemos o processo de corte como um ataque, como uma afronta a todo o processo de educação. Parece que querem emburrecer o povo”. Para ele, é preciso manifestar para garantir a qualidade do ensino no Brasil. “Direitos são atacados constantemente por esse governo, que parece querer acabar com a nossa constituição, considerada a constituição cidadã e instalar um outro modelo a força”, diz.

Na mesma linha, a professora aposentada Antônia Rita Hassen de Jesus acredita que “o desmonte da educação não tem outra finalidade a não ser criar ignorantes. As pessoas sendo ignorantes, não conseguindo controlar a própria vida, ela vai, para sobreviver, se rejeitar às migalhas. Esse é o plano e nós precisamos reagir”. Aos 65 anos, ela segue lecionando. Antônia, que reside em Taquari, é filiada ao sindicato.

Declaração

Dos Estados Unidos, onde está para receber uma homenagem, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) comentou as manifestações. “É natural, é natural. Agora… a maioria ali é militante. É militante. Não tem nada na cabeça. Se perguntar 7 x 8 não sabe. Se perguntar a fórmula da água, não sabe. Não sabe nada. São uns idiotas úteis, uns imbecis que estão sendo utilizados como massa de manobra de uma minoria espertalhona que compõe o núcleo de muitas universidades federais do Brasil”, afirmou o presidente.

Escolas do Vale do Taquari com rodas de discussão de seus problemas nesta quarta (Foto: Reprodução/Cpers VT)

Questionado sobre a declaração, o diretor-geral do núcleo regional do Cpers demonstrou repúdio. “Eu não acredito que a parte mais culta da sociedade, a parte mais esclarecida seja idiota. Acho que estamos lutando por um direito que está na constituição. Direito a educação, a previdência, a saúde e ao trabalho”. Novas manifestações são previstas para 14 de junho, intitulado dia de greve geral. NR

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