O cemitério católico de Linha 32, em Arroio do Meio, será reformulado para receber mais covas. São cerca de 120 sepulcros no local, sendo que 22 deles não recebem manutenção há, pelo menos, seis anos. O trabalho de reformulação teve início em dezembro de 2016, quando a diretoria da comunidade de Santos Mártires das Missões convocou os familiares para discutir a permanência dos corpos.

Rosani Nos e Gilmar Gerhardt mostram túmulos que passarão por revisão. Fotos: Natalia Ribeiro

Inicialmente estimado para fevereiro de 2017, o prazo para manifestação dos parentes acabou sendo postergado. Dos 22 túmulos sem manutenção, apenas oito já foram encaminhados. Alguns foram agrupados em sepulcros ocupados pela família, no cemitério de Linha 32 e em outras localidades. Conforme a zeladora Rosani Nos, “alguns responsáveis pediram tempo para decidir o que fazer”. Já em quatro casos, a diretoria da comunidade não encontrou os parentes.

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Em alguns casos não é possível identificar o nome do falecido, a data de nascimento e morte, visto que os jazigos foram deteriorados com a passagem do tempo. Entre os túmulos que devem ser desocupados, há registro de morte em 1912. “De certa forma foi um abandono. Os sepulcros não eram visitados e alguns estão quebrados”, conta Rosani.

O novo prazo estimado para manifestação é junho de 2017. A falta de espaços apressa a comunidade. O cemitério carece de covas, sendo que tem apenas três espaços à disposição. “Se não desocuparmos esses túmulos, teremos dificuldades no futuro”, admite o presidente da comunidade, Gilmar Gerhardt.

Sepulcros estão quebrados e não recebem manutenção, conforme a diretoria.

A retirada dos restos mortais é responsabilidade da família. “Quem nos procurou até agora preferiu não retirar os corpos, pois acreditou que não seriam mais encontrados devido o passar do tempo. Eles apenas fizeram um placa com a identificação do falecido e colocaram no túmulo dos parentes”, garante a zeladora.

Com o término do prazo, a comunidade pretende fazer um mutirão de desocupação dos espaços e limpeza do cemitério, permitindo que novas covas sejam abertas. Para isso, reúne autorizações escritas dos familiares. NR

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