Fragilizada devido à pandemia, Adefil faz vaquinha solidária para auxílio nas despesas

"Se para as empresas privadas está complicado, imagina para uma ONG que depende de eventos solidários", diz o presidente da entidade, Ernani Schuster


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Adefil conta com sede própria, localizada no Bairro São Cristóvão (Foto: Divulgação)

Devido à pandemia de coronavírus, a Associação de Deficientes Físicos de Lajeado (Adefil) está enfrentando dificuldades financeiras, informa o presidente, Ernani Schuster. “Se para as empresas privadas está complicado, imagina para uma ONG que depende de eventos solidários.”

Para ajudar nas despesas de pagamentos fixos como manutenção e de equipamentos, a entidade está promovendo uma vaquinha solidária. Interessados em realizar a doação, com qualquer valor, devem acessar o link do site Vakinha online. Nesta segunda-feira (5), a vakinha contava com R$ 540,00. A meta é chegar em R$ 10 mil.


ouça a entrevista 

 


 

Como a entidade se mantém

Ernani Schuster, presidente da Adefil (Foto: Reprodução / Facebook)

Para custear suas despesas financeiras, a entidade mantem-se através de Termo de Fomento junto com a Prefeitura municipal, captação de recursos financeiros através de leis de incentivos, doações de pessoas jurídicas e física, bem como ações sociais. “A prefeitura não paga todas as despesas, porque se ela custear, a Adefil deixa de ser uma ONG e se transforma em um braço da prefeitura. [..] E isso é contra as regras”, explica o presidente.

A Adefil fazia eventos como o galeto solidário, entre outros. Como não pode-se fazer aglomerações, este modelo de ação ficou seriamente prejudicado. Schuster diz que até fazem algumas ações como venda de pizzas, mas não está sendo suficiente para pagar as despesas da entidade. Assim, através desta vaquinha, almeja-se angariar recursos para suprir o custo de manutenção da ONG.

Adefil atende 80 famílias

Com sede própria no Bairro São Cristóvão, a ONG atende crianças, adolescentes, jovens e adultos com deficiência, além de pessoas com dependência que precisam de cuidador, o que compreende cerca de 80 famílias. A associação oferece serviços de profissional da área da psicologia e assistência social.

Texto: Rodrigo Gallas
web@independente.com.br

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