330 pessoas morreram fazendo selfies na última década, diz site

No Brasil, aconteceram cinco acidentes em busca da foto perfeita. Das sete vítimas registradas nas ocorrências, três morreram


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Guilherme Chiapetti, de 22 anos, está entre as 330 pessoas que morreram nos últimos 10 anos "vítimas" de selfies (Foto: Reprodução/Instagram)

Um levantamento intitulado “Danger Selfies” (ou Selfies Perigosas, em português), liderado pelo site Inkifi, apurou que nos últimos 10 anos pelo menos 330 pessoas morreram enquanto tiravam selfies.

A Índia lidera a lista de países com mais óbitos, acumulando 176 das vítimas. Fechando o pódio, estão Estados Unidos e Rússia, com 26 e 19 mortes, respectivamente.

O Brasil também aparece no ranking, com 5 acidentes em busca da foto perfeita, todos eles em quedas de cachoeiras, pontes ou penhascos. Das 7 vítimas registradas nas ocorrências, 3 morreram.

Diferentemente do perfil dos acidentes em território brasileiro, no exterior, a maioria das fatalidades aconteceram em linhas ferroviárias. Cerca de 62 pessoas morreram ou ficaram feridas enquanto tiravam fotos de si mesmas em trilhos.

Os penhascos aparecem na segunda colocação, com 38 vítimas. Em terceiro lugar nos cenários mais perigosos estão os rios, com 24 casualidades. O site obteve os números de acordo com as notícias registradas na Wikipedia, mas deixou claro que outros casos podem ter ficado de fora por não terem sido relacionados às selfies.

Casos incluem morte de 8 amigos e queda de bicicleta

ntre os casos listados na pesquisa numérica, alguns chamam a atenção, como a adolescente indiana que se afogou ao ser jogada em um rio por outro turista, que também buscava a foto perfeita. Nirupama Prajapati estava tirando a selfie de pé em algumas pedras quando o homem, não identificado, deu um passo para trás e tropeçou, fazendo com que ela acidentalmente caísse nas águas turbulentas.

Também na Índia, em 2017, oito homens morreram ao se reunir do mesmo lado de um barco para tirar uma selfie. A tentativa de foto em grupo fez com que a embarcação virasse, em um reservatório perto de Nagpur, fazendo com que todas as vítimas se afogassem.

Entre os casos destacados pelo levantamento, também está o do do brasileiro Guilherme Chiapetti, de 22 anos, que morreu em dezembro do ano passado após sofrer múltiplas fraturas e traumatismo craniano na Cachoeira da Onça, no Paraná.

Durante um passeio pela queda d’água, o estudante de direito caiu de uma altura de 10 metros e bateu a cabeça em uma pedra. Ele foi encaminhado ao Hospital Bom Jesus de Toledo, na cidade de Toledo, mas mas não resistiu e morreu no dia seguinte.

Outro acidente inusitado foi o da britânica Carmen Greenway, de 41 anos, que morreu em 2016 momentos depois de tirar uma selfie enquanto andava de bicicleta em Londres, morrendo ao cair do veículo em duas rodas. Ela tinha dois filhos.

Entre as causas extraordinárias também consta a eletrocussão. Na Croácia, dois homens subiram no vagão de um trem comercial para tirar um autorretrato, mas um deles morreu ao encostar em um fio e levar uma descarga elétrica de 25.000 volts.

Fonte: UOL

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