90% dos casos de covid-19 em Lajeado são de jovens que voltaram do litoral ou tiveram contato com quem voltou da praia

Coordenadora da Vigilância Epidemiológica avalia que curva de casos deve seguir em elevação pelo menos por duas semanas. Sintomas da ômicron têm se manifestado de forma leve


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Foto: Tiago Silva

A tendência de elevação de casos de covid-19 com a nova variante ômicron também se observa em Lajeado na atual fase da pandemia. O município, que realizava entre 40 a 50 testes por dia, com taxas de positividade de 2%, fez nessa quarta-feira (5) 136 exames na rede pública. A positividade também saltou: está entre 33% e 35%, tanto no serviço público de saúde como nos testes particulares.

Os dados foram informados pela coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Lajeado, Juliana Demarchi, em entrevista ao Troca de Ideias desta quinta-feira (6).

De acordo com ela, as infecções têm ocorrido no público mais jovem, entre 20 e 35 anos, com sintomas leves. A profissional explica ainda que, num levantamento, a Prefeitura de Lajeado constatou que 90% dos casos são de pessoas que retornaram das festas de fim de ano no litoral ou que tiveram contato com quem esteve na praia.

Apesar da alta de casos, Juliana observa que ainda não há grande repercussão a nível hospitalar. Ela descreve a situação como “tranquila, por enquanto”. A coordenadora espera que nas próximas duas semanas ocorra aumento da circulação viral em Lajeado. Porém, a curva não deve crescer com tamanha intensidade como registrado nos últimos cinco dias — alta de 189%. Por isso ela reforça a necessidade de cuidados com uso de máscara, higienização e distanciamento para não sobrecarregar novamente o sistema de saúde.

Entre os sintomas que têm se mostrado prevalente na ômicron estão dor no corpo, tosse, febrícula e dor de garganta, a maior parte de forma leve, descreve Juliana. Já a perda de paladar, quando ocorre, é mais tardia, a partir do sétimo dia.

“Até o momento, os casos que têm sido atendidos na nossa rede ambulatorial são essencialmente de casos muito leves”, explica. A procura maior tem sido na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), localizada no Bairro Moinhos D’Água.

A Secretaria Municipal de Saúde orienta que a população com suspeita de covid busque a sua unidade de saúde mais próxima ou o posto central, para que a UPA fique destacada para casos mais graves, ou quando não for possível ir a um posto durante o dia.

O papel das vacinas

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Lajeado lembra que nenhum tipo de vacina elimina ou dá 100% de proteção. Porém, Juliana Demarchi reforça que elas têm papel importante na proteção: evitam casos graves e diminuem a circulação viral.

Lajeado tinha uma média de 600 a 700 vacinas aplicadas por dia, número que chegou a sofrer uma baixa e ficar entre 200 e 300. O índice levou a prefeitura a lançar uma alerta, correspondido pelos lajeadenses. Desde então, as aplicações ficam entre 700 a 800 doses por dia. Cerca de 500 delas são de reforço.

Juliana comemora que mais de 90% da população adulta está com o esquema vacinal completo. Sobre imunização para crianças, a coordenadora da vigilância adianta que o município já preparou um espaço no Centro de Atenção Psicossocial Adulto (Caps Adulto) para isso. Caso a demanda seja maior que a esperada, não se descarta a utilização de algum posto de saúde para a campanha de imunização.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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