A adesão ao PIX como meio de pagamento e as próximas inovações propostas pelo Banco Central

O cadastro e a forma de pagamento e recebimentos tornou-se prática e já foi internalizada por muitos brasileiros


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Foto: Agência Brasil

O PIX é o mais novo sistema de pagamento instantâneo disponível no Brasil. Têm somente 5 meses e já possui 87 milhões de usuários, entre pessoas físicas ou jurídicas. São pagamentos instantâneos e sem custos, até o presente momento, para as pessoas físicas. Atualmente, para as pessoas jurídicas é cobrada uma taxa que corresponde a 1,45% do valor pago, com o mínimo de R$ 1,75 e o máximo de R$ 9,60. O cadastro e a forma de pagamento e recebimentos tornou-se prática e já foi internalizada por muitos brasileiros.


ouça o quadro “direto ao ponto”

 


Segundo o Banco Central, o número de transações de pessoa física para pessoa jurídica cresceu 148% no primeiro trimestre deste ano, passando de 14,1 milhões, em janeiro, para 35 milhões em março. Além disso, enquanto 77% das operações de Pix ocorrem entre pessoas, só 11% envolvem transferências de pessoas para empresas. Muitos ainda estão dispostos a inserir o PIX como meio de pagamento em seus negócios e as resistências ao uso estão vinculadas às mesmas resistências ao uso de novas tecnologias. No entanto, a partir do próximo semestre as transações com o Pix poderá será limitado.

Cíntia Agostini participa do quadro “Direto ao Ponto” às quartas-feiras (Foto: Jonas de Siqueira / Arquivo)

O Banco Central colocou em consulta pública nessa semana o PIX saque e o PIX troco. O objetivo é limitar a gratuidade nesses serviços e cada usuário terá liberado 4 saques por mês, com uma limitação diária de R$ 500,00. Os bancos privados avaliam a cobrança para pessoa física, alguns já definindo que farão essa cobrança no futuro próximo e outros, principalmente fintechs, colocando a disposição da sociedade os serviços de PIX, de forma gratuita.

Há muito espaço para que sejam usados formas de pagamentos online e automatizadas, empreendedores e pessoas físicas aderiram rapidamente ao PIX pois os custos atuais de TED e DOC eram significativos, no entanto, brevemente essa condição de gratuidade será alterada e teremos custos para essas transações, tenham essas limites ou não.

Por Cíntia Agostini, economista e vice-presidente do Conselho de Desenvolvimento do Vale do Taquari (Codevat)

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