Análise: por onde passou o pentacampeonato do Grêmio na Arena

Tricolor venceu por 2x1, com gols de Bruno Alves e Rodrigues, enquanto Erick descontou para os Canários.


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Coluna semanal de Daniel Klabunde*

No sábado (2), tivemos a partida entre Grêmio e Ypiranga, no estádio Arena do Grêmio, em Porto Alegre. Com uma vitória por 1×0 na primeira partida, os tricolores iniciaram o confronto em vantagem, podendo empatar para conquistar o título.

A partida inicia com o Grêmio exercendo uma meia-pressão na saída de bola do Ypiranga. Isso, significa que o time do Roger buscava tirar a velocidade na transição ofensiva dos canarinhos, efetuando encaixes na marcação, e buscando anular as linhas de passe.

Quando o Ypiranga conseguia superar essa marcação, o Tricolor baixava as suas linhas e variava entre o 4-1-4-1 e o 4-4-2 em bloco baixo. Com o trio de meio campo, Lucas Silva, Villasanti e Bittelo, se movimentando bastante. A troca de posição entre os três era constante, variando de acordo com a posição da bola, ou de acordo com as perseguições que eram executadas.

O Ypiranga executava uma saída em 3-1, com Lorran (depois Robson) recuando entre os zagueiros, e Falcão sendo a primeira opção de passe no meio campo. Mas, foi algo que não surtiu efeito, pois o Grêmio fez uma boa marcação em Falcão, e anulou essa possibilidade de saída de bola. Com isso, o time de Erechim, se obrigou a utilizar a bola longa, para sair da defesa.

Na organização ofensiva, o Grêmio se posicionava com três jogadores no meio, mais cinco na linha ofensiva. Assim, caracterizavam o 2-3-5. Lucas Silva, Bittelo e Villasanti, revezavam quem ocuparia a última linha de atque, e quem ficaria na linha de três, fazendo parceria com Rodrigues. O lateral direito tem mais características defensivas, por isso, não subia frequentemente ao ataque.

Pelo lado do Ypiranga, a marcação era realizada no 4-4-2, o que gerava muitas dificuldades aos defensores. Com o Grêmio criando uma linha de cinco no ataque, sempre conseguia superioridade numérica, colocando mais jogadores para construir as jogadas.

Uma partida onde o Grêmio soube administrar o resultado conquistado na primeira partida, além de conseguir anular a capacidade tática do Ypiranga. O time de Erechim tem no seu jogo coletivo a maior força, e não conseguiu colocar em prática na Arena.

Coluna semanal de Daniel Klabunde*, comentarista de esportes do Grupo Independente

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