A desconfiança é o farol que guia o prudente

Confira o comentário da jornalista, psicóloga e psicanalista clínica Dirce Becker Delwing.


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Você já deve ter ouvido a frase “fulano caiu no conto do vigário”. O conto do vigário aconteceu no século XVIII, na cidade de Ouro Preto. Duas paróquias queriam a mesma imagem de Nossa Senhora. Então, um dos vigários propôs que amarrassem a santa num burro e colocariam o animal entre as duas igrejas. A direção do burro iria definir o destino da santa. Acontece que, anos depois, descobriram que o burro era de um dos vigários, daquele que fez a proposta. Óbvio que o burro tomaria a direção da sua casa.


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No livro “Verdade? Porque nem tudo que ouvimos ou falamos é verdadeiro”, Monja Coen alerta sobre cuidados que devemos ter com armadilhas. “Nem todas as pessoas são confiáveis. Ofereceram a você um supernegócio? Ora, ora, quem diria? Melhor aguardar e investigar”.

Ela refere a história do bilhete premiado que vitimiza, ainda nos dias de hoje, pessoas vulneráveis, especialmente idosos. Seria ganância achar que vai ganhar dinheiro fácil? Esse tipo de trapaça sempre apela para o desejo da vítima de se dar bem e levar vantagem, ainda que imponha certo risco.

No que e em quem você crê e confia? Você acredita nas aparências? Ou é capaz de olhar em profundidade? Acredita em você e é coerente om seus princípios?

A monja Coen entende que não devemos tomar decisões apressadas, movidas pela ganância, ou pela ignorância. Ela ressalta ainda que a ganância, a raiva e ignorância são os três venenos que podem nos tornar incapazes de acessar a sabedoria perfeita.

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