“A desobediência civil será um tiro no pé”, alerta promotor, sobre desrespeito às medidas restritivas

"Não é possível a ordem ser descumprida", afirma Sérgio Diefenbach. "Um estado de anarquia é tudo o que o vírus quer", alerta.


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Promotor de Justiça da Promotoria de Justiça Especializada de Lajeado, Sérgio Da Fonseca Diefenbach. (Foto: Rodrigo Gallas)

A desobediência às medidas restritivas, ao distanciamento controlado e às regras de cogestão é um tema sensível para o Ministério Público. Em participação no quadro Direto Ao Ponto, o promotor de Justiça Sérgio Diefenbach afirmou que “nós estamos em um estado de alerta máximo”, sobre o estágio da pandemia de coronavírus.


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O promotor lembra que Lajeado e o Vale do Taquari estão entre as piores regiões do RS em número de casos e ocupação hospitalar, o que justifica as medidas. Ele reconhece que as restrições são “antipáticas, desagradáveis e doloridas”, entende que é unica forma de reduzir a disseminação do vírus é diminuir a circulação de pessoas.

O integrante do MP reconhece que as restrições impõem pesados custos a setores econômicos como o comércio e de eventos. Mas acredita que são necessárias. Diefenbach alerta que “a desobediência civil é um tiro no pé”, em resposta a comerciantes de Lajeado que se organizam para não seguir as regras e abrirem no final de semana.

“Nós estamos num momento de extrema dificuldade, num limite mínimo para a abertura do que já está aberto. Dentro deste contexto, nós implementarmos uma desobediência civil seria o pior que nós poderíamos ter neste momento, porque isso iria gerar a suspensão da cogestão, iria gerar um confronto entre alguns setores do comércio com setores da gestão, que deveriam sim estar reunidos em torno do Hospital Bruno Born (HBB), que é uma das maiores empresas de Lajeado e que também está entrando em colapso financeiro, organizacional e emocional”, destaca o promotor.

“A desobediência civil será um tiro no pé. E não é o que vai ser feito, se vai ser polícia, se vai ser multa, se vai ser processo judicial ou questão financeira mais adiante. Isso tudo o meio jurídico vai resolver e vai ter que se agir. Não é possível a ordem ser descumprida. O estado de ordem jurídica é básico num momento de crise”, afirma. “Se cada um, a partir do texto que leu no Facebook ou a partir da interpretação que fez sobre ciência, desenvolver a sua tática, nós instauramos um estado de anarquia. Um estado de anarquia é tudo o que o vírus quer”, alerta.

Diefenbach pede respeito às normas de distanciamento social. “Cumprindo elas, nós vamos torcer e fazer muita força para que os números caiam e possamos voltar perto daquilo que foi a normalidade”, argumenta.

 

2 Comentários

  1. O promotor podia explicar o porquê é permitido ônibus e metrôs lotados, como em SP, por exemplo. *só pesquisar no google. Por que isso não é mais perigoso do que um comércio que dispoêm de alcool gel para os usuários, que respeita a distância entre eles. Alguma pesquisa que comprove que tantas pessoas pegaram covid no mercado tal, loja tal, etc? acorda

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