“A despesa aumenta e o frete baixa”, diz caminhoneiro autônomo há 46 anos

No domingo (25) se comemora o Dia do Colono e Motorista e condutores se mobilizam para paralisação devido a alta nos preços do combustível


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Elton Guerra Fornari é caminhoneiro autônomo (Foto: divulgação)

Caminhoneiro autônomo há 46 anos, Elton Guerra Fornari, tem motivos para comemorar, mas também lamenta os pontos negativos da profissão, principalmente pela alta nos preços do diesel e demais gastos.

Ele fala que é a favor da paralisação marcada para o domingo (25) Dia do Colono e Motorista. “Além dos constantes aumentos de combustível, de peças de caminhão, manutenção do veículo, os restaurantes estão cobrando um horror nas estradas para gente almoçar”, ressalta.


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Na paralisação da classe em 2018, foi instituído por lei o piso mínimo de frete, mas Elton fala que isso não está sendo respeitado por algumas empresas. “No começo as empresas estavam respeitando e hoje não estão mais, então está ficando bem difícil porque a despesa aumenta e o frete baixa”, lamenta.

Os preços médios de óleo diesel e gasolina avançaram pela segunda semana consecutiva nos postos de combustíveis do Brasil. O preço médio do diesel nas bombas subiu 1,08% nesta semana em relação ao fechamento da anterior, atingindo 4,594 reais por litro.

“A nossa maior carga é a saudade da nossa família”

Marcus da Rocha Almeida é caminhoneiro funcionário há 28 anos

Há 28 anos ele trabalha de forma profissional como caminhoneiro, mas antes mesmo dos 18 anos já aprendeu a dirigir com o pai que era caminhoneiro. Hoje aos 46 anos, Marcus da Rocha Almeida, se divide entre a estrada e a saudade da família que mora em Lajeado. Ele fala que mesmo com tantos anos de profissão ainda é difícil de lidar com a distância. “Não é fácil, ainda mais com filho pequeno em casa. Nós levamos para sua casa o que te faz falta, pois a nossa maior carga é a saudade da nossa família. A vida de caminhoneiro é algo que está no sangue, uma profissão que precisa amar como qualquer outra, mas o mais gratificante é chegar em casa e ter alguém de braços abertos”, destaca.

Apesar dos desafios, Marcus fala que a profissão lhe possibilita conhecer novas pessoas e culturas. “Você conhece novos lugares, novas culturas e o conhecimento te faz um grande profissional da estrada. Quando somos caminhoneiro a primeira coisa que aprendemos é que não tem data certa de voltar para casa”, comenta.

Texto: Caroline Silva
jornalismo@independente.com.br

1 comentário

  1. Só pra lembrar, os caminhoneiros ajudar a eleger esse governo que não pára de aumentar o combustível.

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