A eficácia da vacina, para a saúde e para a economia

Os países que mais vacinaram já preveem a retomada das atividades econômicas e sociais.


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Foto: Jonas de Siqueira

Aquilo que chamávamos de alento semanas atrás e que se mantém como tal aqui no Brasil, em alguns países começa se concretizar como a alternativa para seus cidadãos voltarem a uma normalidade possível. Israel é o país que mais vacinou, proporcionalmente a número de habitantes, a cada 100 habitantes, 78 já receberam vacina. Seychelles (68), Emirados Árabes (52), Reino Unido (28), Maldivas (20) e EUA (19), são os que seguem nessa lista de vacinação. O Brasil vacinou 3 habitantes para cada 100 cidadãos.


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No entanto, se considerarmos em volume de vacinas, os EUA foram os que mais disponibilizaram vacinas (64 milhões) e o Brasil disponibilizou para a população até o momento 6 milhões de vacinas. Os países que mais vacinaram já preveem a retomada das atividades econômicas e sociais. Por exemplo, Israel liberou atividades a partir do final de semana passado, condicionando a apresentação de uma identificação da vacinação, desde eventos esportivos e culturais até a parcialidade do comércio.

Todos que tiverem a segunda dose da vacina, mantendo as medidas de distanciamento social, poderão voltar às suas atividades. Da mesma forma, o Reino Unido anunciou a reabertura das atividades a partir de 8 de março. A pretensão é de que todas as escolas voltem com esportes, recreação em espaços abertos e no final de março, encontros ao ar livre poderão ocorrer. O Reino Unido será cauteloso na retomada, mas claramente a vacina diminui a possibilidade de contágio, tanto que a média diária de pessoas infectadas que em novembro era de 60 mil, agora é de 11 mil.

Apesar de termos ótimos exemplos da eficácia da vacina para a saúde individual e coletiva, os países mais ricos estão sendo acusados pela Organização Mundial da Saúde – OMS, de comprarem a maior parte dos estoques de vacina e estoques muito acima das suas necessidades. Isso inviabiliza a compra pelos países mais pobres e principalmente, inviabiliza uma distribuição igualitária das vacinas.

A intenção é de todos os países tenham vacina suficiente para imunizar 20% da população, no entanto, alguns países, como o Reino Unido, compraram vacina para o triplo da sua população. Mesmo que os mesmos digam que irão doar para os países pobres, o correto era termos começado certo, com a possibilidade de todos terem imunizante e não aprofundar pela vacinação as diferenças entre países pobres e ricos.

Cíntia Agostini, economista, doutora em desenvolvimento regional, professora universitária e coordenadora do Parque Científico e Tecnológico do Vale do Taquari (Tecnovates).

 

1 comentário

  1. Informações claras! Quem tem grana e é organizando, sai na frente. Ex. Israel e Reino Unido.

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