Entenda como vão funcionar o pavilhão de trabalho e a fábrica de artefatos de cimento no presídio de Lajeado

Mão de obra poderá ser utilizada para produzir materiais de construção, entre outras atividades, conforme demanda das empresas conveniadas. Detentos serão selecionados com base no perfil e em suas qualificações


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Foto: Ilustrativa

As construções de um pavilhão de trabalho e uma fábrica de artefatos de cimento para que apenados do Presídio Estadual de Lajeado possam trabalhar devem ser concluídas no segundo semestre deste ano. A confirmação é da delegada penitenciária da 8ª Região Penitenciária, que inclui os vales do Taquari e Rio Pardo, Samantha Longo.


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Conforme ela, os dois projetos estão em andamento. O pavilhão é edificado com o auxílio da Prefeitura de Lajeado. A ideia é que esse local seja destinado para parceiros, empresas que se interessem na mão de obra prisional. Para isso, elas devem contatar a direção do presídio e disponibilizar o maquinário para as suas áreas específicas de atuação.

Já a fábrica ficara próximo ao anexo e ao centro de triagem de saúde do presídio. Os recursos são provenientes do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen). A ideia é estabelecer um convênio com o município para contratar presos para fabricar artefatos, como cordões de calçadas e bloquetes de cimento, para construções em Lajeado.

Samantha Longo, delegada penitenciária regional da 8ª Região Penitenciária (Foto: Divulgação)

Segundo Samantha, já existe um convênio entre o presídio e a prefeitura para utilização de mão de obra de detentos do semiaberto e que utilizem tornozeleiras eletrônicas. A ideia é estender para que presos no regime fechado possam participar também.

Para a seleção dos detentos, a empresa indica número necessário para execução da atividade e perfil de funcionário que almeja. A direção do presídio, por sua vez, indica o candidato com base no seu perfil e habilidades. No caso da fábrica de artefatos de concreto, devem ser até 20 trabalhadores vinculados.

A delegada penitenciária destaca que, para o detento, é uma opção interessante pois ele pode trabalhar, receber uma qualificação, ocupa seu temo e recebe um salário. Pela legislação penal brasileira, a cada três dias trabalhados, o preso diminui um dia da sua pena.

“São muitos benefícios para quem tem realmente a vontade de trabalhar. É uma grande oportunidade para as pessoas recolhidas. E para as empresas, elas têm um benefício financeiro e a chande de contratar uma mão de obra qualificada”, destaca Samantha. “E tem sim o retorno da empresa para a sociedade, que é a possibilidade de estar ofertando a inclusão social do apenado através do emprego”, analisa.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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