A fim de frear possível surto de dengue, Câmara aprova contratação de 10 agentes de combate a endemias

Também foi questionado o valor gasto com o poço artesiano do Bairro Santo Antônio


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Sessão ordinária desta terça votou três projetos (Foto: Caroline Silva)

A sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Lajeado desta terça-feira (26) tinha na pauta do dia apenas um projeto e que foi aprovado, o que altera a Lei nº 2.714, de 31 de Dezembro de 1973, que instituiu o Código Tributário do Município. As comissões, enviaram ao plenário o parecer do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul, com a aprovação das contas anuais de governo de Lajeado relativas ao exercício de 2018, da gestão do prefeito Marcelo Caumo e da vice Glaucia Schumacher.


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Os vereadores Mozart Lopes (PP) e Sérgio Kniphoff (PT) pediram ao presidente da Câmara, Isidoro Fornari Neto (PP) para que fosse votado em acordo de liderança dos partidos, dois projetos que não estavam na pauta. Um que autoriza a contratação temporária de um farmacêutico e outro que permite a admissão temporária de 10 agentes de combate a endemias. Conforme a justificativa do segundo projeto, Lajeado pode passar por um surto de dengue ainda neste verão, por isso se faz necessária a contratação imediata destes profissionais.

Poço artesiano

Na tribuna, a instalação de um poço artesiano na semana passada no Bairro Santo Antônio pela Corsan foi motivo de questionamento do vereador Deolí Gräff (PP). A indagação dele é a respeito do valor gasto com a obra, divulgado pela empresa, de R$ 500 mil. “Nossa contribuição é fiscalizar, os valores preocupam porque é dinheiro do consumidor. A gente buscou informação em uma empresa especializada em perfuração de poço artesiano e um orçamento de um poço igual ao que a Corsan perfurou no Santo Antônio é de aproximadamente R$ 50.318 mil”, revela.

Deolí Gräff (PP) questionou o valor da perfuração do poço artesiano do Bairro Santo Antônio (Foto: Caroline Silva)

Fogos de artifício

Eder Spohr (MDB) voltou a falar que é contra o projeto de autoria de Ana Rita Azambuja, a Ana da Apama (MDB), que proibe no município de Lajeado, a utilização de fogos de artifício e explosivos. Ele definiu como ‘excesso de leis’ “A questão de fogos é uma vez por ano, é uma tradição. Na minha opinião a gente precisa parar com isso, se não vão proibir o pinhão na festa de São João, o chopp na Oktoberfest. Estão burocratizando demais”, argumenta.

Eder Spohr (MDB) disse que há um excesso de leis (Foto: Caroline Silva)

Enquanto isso, Ana da Apama defendeu o projeto e pediu para incluir um abaixo assinado contra a soltura de fogos. “Gostaria de anexar ao meu projeto uma listagem referente contra a soltura de fogos e um julgamento do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul provando a legalidade do projeto, já que foi dito que o projeto poderia não ser legal”, declara.

Ana da Apama (MDB) voltou a defender o projeto que proíbe a soltura de fogos de artifícios (Foto: Caroline Silva)

Aulas presenciais

O retorno 100% presencial das aulas em Lajeado foi levantado pelo vereador Alex Schimitt (PP). De acordo com o parlamentar, existem muitos danos para as crianças que estão fora do ambiente escolar. “Acho que nós temos sim condições seguras de retornar as aulas 100% presenciais. O risco é menor do que o dano que nossas crianças estão sofrendo hoje”, observa.

Já Kniphoff disse que para este retorno presencial ocorrer deveria haver a criação de um Conselho. “Eu sugiro que pensem na possibilidade de criar um Conselho que possa estar atuando no retorno das aulas, um Conselho de pais, professores e técnicos para resolver problemas que vão surgir ao longo da caminhada”, sugere.

Sérgio Kniphoff (PT) sugeriu a criação de um conselho para o começo das aulas presenciais (Foto: Caroline Silva)

Texto: Caroline Silva

jornalismo@independente.com.br

1 comentário

  1. Eder Spohr com ciúmes da votação expressiva da Ana da Apama que fez um ótimo projeto sobre fogos de artifício e não conheço ninguém que gosta de fogos de artifício a não ser o dono da loja de fogos o vereador deveria apoiar a iniciativa e não ser contrário!

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