“A gente acaba sendo o palhaço”, diz diretor de colégio de Lajeado ao saber de suspensão de última hora

As aulas nas escolas particulares iniciaram de forma presencial nesta segunda-feira (26) em Lajeado, sem saber se irão se repetir no dia seguinte. Os educandários municipais tinham retorno previsto para quarta-feira (28)


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Colégio Sinodal Gustavo Adolfo (Foto: Júlio César Lenhard)

Na emblemática manhã desta segunda-feira (26), as aulas começaram em algumas escolas do estado do Rio Grande do Sul. Em Lajeado, a programação era para as escolas municipais retornarem na quarta-feira (28).

As escolas particulares retornaram nesta segunda-feira (26). O que pegou todo mundo de surpresa foi o anúncio da suspensão nas atividades escolares presenciais feito do Governo do Estado às 7h40, quando já começaram as aulas na maioria dos educandários, uma decisão tomada durante a madrugada.

Diretor do Colégio Gustavo Adolfo, Edson Wiethölter (Foto: Tiago Silva)

“Com essa briga, essa espécie de queda de braço, a gente acaba sendo o palhaço, com perdão da palavra. Essa indecisão, parece que estão brincando com os professores, os profissionais, os pais e os estudantes. Por isso, durante todo o dia de hoje, vamos manter as aulas e aguardar uma decisão na reunião das 18h para ver o que fazemos o restante da semana”, opina o diretor do Colégio Sinodal Gustavo Adolfo, Edson Wiethölter.


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O prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo, também se manifestou. O mandatário se mostrou indignado com a decisão de última hora. “Vamos manter normalmente as aulas no dia de hoje, e aguardamos com otimismo uma reversão desse quadro para que possamos seguir o trabalho durante a semana”, afirmou na manhã desta segunda-feira (26) o chefe do Executivo lajeadense, ao saber da suspensão a nível estadual.

Mesmo não sabendo quanto ao dia seguinte, a professora do 1⁰ ano do Colégio Madre Bárbara de Lajeado Fabiele Spöhr falou do sentimento de rever os alunos de forma presencial pelo menos por algumas horas. “Esse contato nos faz muita falta, é tão bom vê-los novamente. Percebemos que eles estavam ansiosos para se reencontrarem, e isso foi feito com todos os cuidados e protocolos. Alguns deles contaram que chegaram a nem dormir direito esperando poder vir para o colégio. Teve até um que contou que dormiu com o uniforme já”, conta com entusiasmo a educadora.


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Por volta das 18h, o Tribunal de Justiça (TJ-RS) se reúne em Porto Alegre para decidir se as aulas presenciais seguem como programado, ou se a suspensão judicial será acatada.

1 comentário

  1. É UMA PURA FALTA DE RESPEITO COM PROFESSORES, ALUNOS, PAIS E SOCIEDADE EM GERAL. o QUE ESTÃO FAZENDO COM A EDUCAÇÃO, É UMA PIADA. E O GOVERNO ESTADUAL É O ÚNICO RESPONSÁVEL, POIS DEVERIA TER PENSADO ANTES, DEVERIA TER TIRADO O ESTADO DA BANDEIRA PRETA, DECRETAR VERMELHA E REFAZER PARTE DO DECRETO. PARA O GOVERNADOR, É MAIS IMPORTANTE TER UM MONTE DE GENTE NO BAR ATÉ AS 22:00, DO QUE CRIANÇAS EM SALA DE AULA. VÃO CRIAR VERGONHA NA CARA, E DEPOIS SE CANDIDATAM A GOVERNADOR ETC….

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