“A gente tem um longo caminho pela frente”, diz autor que defende pluralidade de gêneros

Jandiro Andriano Koch fala sobre gênero e sexualidade no programa Troca de Ideias.


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Foto: Délis Bianchini / Divulgação

Jandiro Andriano Koch, graduada em História, especialista em gênero e sexualidade, trocou ideias sobre o tema em entrevista à Rádio Independente na manhã desta terça-feira (30). No domingo (28) foi comemorado o Dia do Orgulho LGBTQIA+ (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e pessoas intersex), data que é lembrada mundialmente.

Autora de cinco livros — quatro sobre vivências LGBTQIA+ em região interiorana —, ‘Jan’, como é conhecida, ressaltou os avanços em garantia de direito a essas populações. “A gente ainda tem um longo caminho pela frente”, observa ela, que lançou recentemente “Babá – Esse Depravado Negro que Amou”, romance que discute orientação e sexualidade.


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“Hoje, a gente tem realmente o que comemorar. É perceptível que a gente saiu de um momento em que as vidas eram consideradas abjetas marginais, sem direito a se expor da mesma forma que as pessoas consideradas ‘normais’ faziam, para esse momento atual, em que a gente vê pessoas com bastante liberdade para expressar seu sentimento, o seu afeto, constituir a sua família, para fazer as mesmas coisas que as pessoas não deste grupo faziam e nem se davam conta de que isso era um privilégio”, analisa Jan.

“Estamos vivendo um momento histórico, decorrente de todas essas lutas que nos precedem”, valoriza a escritora. “Muita gente morreu nessa trajetória”, diz, ao recordar dos movimentos de ativistas e militantes.

Apesar dos avanços, Jan diz que a luta ainda continua. “A gente tem garantia dada muito pelo Judiciário”, diz, sobre os direitos LGBTQIA+. “Por que a gente precisa de uma garantia legal para dizer que a gente é cidadão, para dizer que a gente tem direito a fazer as mesmas coisas que os outros sujeitos podem?”, questiona.

“Ainda existem grande conjunto de pessoas que entendem que não é legítimo que a gente manifeste afeto, que a gente constitua família, que a gente possa ocupar lugares de trabalho com a identidade estética na qual a gente se entende bem”, relata.

 

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