A história dos peixes enlatados

Confira uma receita especial de torta cremosa de sardinha de liquidificador


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Foto: Pixabay / Divulgação

Ela foi criada no século XIX para atender a uma necessidade militar básica: conservar alimentos para exércitos em campanha. O processo que evita que a comida estrague, preservando-a em recipientes fechados e esterilizados por aquecimento, começou a ser desenvolvido na França pelo cozinheiro Nicolas Appert, em 1795. Sua maior motivação foi a recompensa oferecida pelo governo francês a quem desenvolvesse um método que impedisse a deterioração do alimentos para consumo das tropas do país.


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Appert usou jarros de vidro tampados com rolhas e selados com cera, mantidos em água fervente para preservar, entre outras coisas, sopas, sucos, laticínios e doces. O resultado dessa experiência foi publicado num livro que chegou às mãos do comerciante inglês Peter Durand. Em 1810, Durand patenteou o uso de recipientes revestidos com estanho, a futura lata, além dos vasilhames de vidro empregados por Appert. Em 1815, os soldados franceses e britânicos já se alimentavam com enlatados.

Medico e gourmet Marcos Frank fala sobre culinária nas sextas-feira no quadro “Direto Ao Ponto” (Foto: Divulgação)

Em 1830, esses produtos deixaram de ser, na Europa, exclusividade militar, mas a procura por sopas, sardinhas, ervilhas e tomates vendidos no novo tipo de embalagem era fraca por causa do preço alto. Mesmo assim, a novidade chegou aos Estados Unidos, onde, em 1926, a companhia texana Hormel lançou um produto que faria muito sucesso: a presuntada em lata da famosa marca Spam (cujo nome – abreviação de spiced ham, “presunto picante” – curiosamente virou sinônimo de e-mail indesejado!). A partir da década de 30, os enlatados se tornaram populares em todo o planeta e hoje cerca de 200 bilhões de latas de comida são produzidas anualmente.

Portugal

Em meados daquele século já tinham surgido em Portugal as primeiras fábricas de conservas de peixes. Mas foi no início do século 20, com a explosão da Primeira Guerra Mundial, que a indústria conserveira portuguesa chegou ao seu auge. Alimentavam os soldados dos dois lados dos conflitos que assolaram o mundo na primeira metade do século. Por volta de 1920, havia mais de 400 fábricas no país. “A região de Matosinhos sempre viveu da indústria conserveira. Ali haviam os pescadores, a produção das latas e os soldadores.

Porém, depois da Segunda Guerra, todo o setor perdeu seus principais mercados de destino e houve uma grande queda das vendas. Além disso, problemas como a escassez de peixes e a entrada de competidores do norte da África no mercado fizeram com que muitas empresas falissem.

França

A pesca e a conserva da sardinha são uma indústria tradicional na Bretanha, onde a maioria das fábricas de conservas francesas permanecem. A área é conhecida como o local onde foi inventada a conserva de sardinha. Douarnenez foi o maior exportador mundial de sardinha no século XIX. As sardinhas são fritas, secas e depois enlatadas (este processo tradicional é rotulado como préparées à l’ancienne ), enquanto na maioria dos outros países, o processamento consiste em cozimento no vapor após o enlatamento.

Marrocos

Marrocos é o maior exportador de conservas de sardinha do mundo e o principal fornecedor de sardinha para o mercado europeu. As sardinhas representam mais de 62% da pesca marroquina e são responsáveis por 91% do uso de matéria-prima na indústria de conservas nacional. Cerca de 600.000 toneladas de sardinhas frescas são processadas anualmente pela indústria

Modo de preparar

As sardinhas são enlatadas de muitas maneiras diferentes. Na fábrica de conservas, os peixes são lavados, suas cabeças são removidas e são então defumados ou cozidos, seja por fritura profunda ou por cozimento a vapor, sendo depois secos. Eles são então embalados em óleo de oliva, girassol ou soja, em água ou em molho de tomate, pimenta ou mostarda .

Torta cremosa de sardinha de liquidificador

Ingredientes

Recheio

* 1 cebola ralada
* 2 tomates picados
* 2 c. de sopa de azeite
* sal
* pimenta do reino
* 3 latas de sardinha
* 1 xíc. de azeitonas verdes
* 1 lata de milho
* 1 xíc. de azeitonas verdes
* 1 pote de requeijão
* 2 c. de sopa de salsinha picada

Massa

* 5 ovos
* 2 xíc. de leite (temperatura ambiente)
* 1 xíc. de óleo
* 2 c. de sopa de manteiga
* 2 batatas grandes cozidas (devem estar frias)
* 2 c. de sopa de parmesão ralado
* 2 xíc. de farinha de trigo
* 1 c. de s. de fermento em pó

Modo de fazer

Recheio

Em uma tigela, misture o azeite, cebola e tomate. Tempere com sal e pimenta do reino.
Leve ao micro-ondas por 5 minutos.

Ps: Se preferir pode refogar no fogão. Aqueça o azeite, refogue a cebola até ficar transparente e coloque os tomates. Deixe em fogo baixo por uns 2 minutos, mexendo de vez em quando. Tempere com sal e pimenta do reino.

Acrescente as sardinhas (eu sempre limpo, tiro escamas, barrigada mas vai de gosto), e o restante dos ingredientes do recheio. Deixe amornar (quase frio).

Massa

Em um liquidificador, bata: Os ovos, leite, óleo, manteiga, batatas. Coloque em uma tigela e acrescente o parmesão (reserve um pouquinho para polvilhar no final), a farinha, sal e o fermento. Mexa delicadamente.

Montagem

Em uma refratário ou forma untada (usei de 22 x 32 x 7 cm) e enfarinhada, coloque metade da massa, o recheio e por cima o restante da massa.
Polvilhe com parmesão e leve ao forno preaquecido a 180ºC por 50 minutos (aproximadamente; faça o teste do palito).

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