A obra “Uma Mulher em Berlim” relata que soldados soviéticos estupraram 100 mil mulheres

Na obra, a autora relata que foi cercada e estuprada dentro do apartamento onde vivia


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Foto: Divulgação

Nascida em Berlim, Johanna Klara Eleonore tinha 12 anos em maio de 1945 quando ela e sua mãe se viram cercadas por soldados da União Soviética. As duas foram estupradas repetidamente, por diferentes homens. Na sequência a garota foi arremessada pela janela do primeiro andar do prédio onde estavam.

Johanna fraturou uma vértebra e nunca mais deixou de sentir fortes dores nas costas. Só relatou publicamente o ataque russo ao fim da vida, para o jornalista Herbert Schwan, que posteriormente publicaria uma biografia dela.

Ela não foi a única a guardar segredo por décadas. Seja por vergonha, seja por trauma, as cerca de 100 mil mulheres submetidas a estupros pelas mãos de soldados soviéticos. Uma única vítima publicou uma sua versão.

Apenas em 2003, dois anos depois da morte da possível autora, a jornalista Marta Hiller, é que a obra foi relançada, com grande impacto. Virou filme e ganhou edição em português, com o título “Uma Mulher em Berlim”.

Na obra, a autora relata que foi cercada e estuprada dentro do apartamento onde vivia. No mesmo corredor, várias mulheres ouviram atrás de suas portas. Assim que os soldados largaram a jovem, todas correram para cuidar dela — mas nenhuma teve coragem de tentar intervir. Esses acontecimentos se repetiam, geralmente à noite, quando os soldados começavam a beber e a procurar pelas mulheres. Como a maior parte das janelas da cidade tinham sido explodidas, os gritos ecoavam pelas ruas.

Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/em-1945-soldados-sovieticos-estupraram-100-mil-mulheres-em-berlim/

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