“A população não pode confundir o uso recreativo de maconha com a maconha medicinal”, afirma psiquiatra

“São coisas totalmente diferentes. A linha de produção é totalmente diferente”, destaca Rafael Moreno


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Psiquiatra Rafael Moreno (Foto: Arquivo / Divulgação)

No quadro “Direto Ao Ponto” desta segunda-feira (30), o médico psiquiatra Rafael Moreno defendeu que “a população não pode confundir o uso recreativo de maconha com a maconha medicinal”. “São coisas totalmente diferentes. A linha de produção é totalmente diferente”, destaca. “É bem importante a população estar ciente de que, ao usar o canabidiol, não se está fumando maconha”, pontua. De acordo com o psiquiatra, o uso recreativo traz perdas cerebrais, com aumento de casos de esquizofrenia entre eles.


ouça o “direto ao ponto”

 


Moreno explica que a planta em si, a Cannabis sativa, tem várias substâncias. Entre elas, o THC, que produz efeitos entorpecentes. Já a parte medicinal é o canabidiol. Na indústria farmacêutica, o isolamento desse componente e sua utilização na medicina mostra sinais promissores, especialmente para um tipo raro de epilepsia.

No entanto, o profissional nota que ainda há poucos estudos sobre os benefícios. Eles ainda estão em fase inicial para tratamentos envolvendo dores crônicas, vômitos do câncer, ansiedade e autismo. “Em bula a gente tem pouca coisa”, conta.

Moreno percebe uma certa pressão da indústria. De acordo com ele, há farmacêuticas que entram em contato com os médicos falando sobre a possibilidade de ter acesso à maconha medicinal. Por isso, indica ficar atento, consultar informações e conversar com os profissionais médicos para cada caso em específico.

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