A retórica persuasiva e o processo eleitoral

Cabe ao eleitor avaliar, analisar, compreender e identificar o nível de veracidade da retórica.


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Carlos Augusto Fiorioli, promotor de Justiça, membro do Ministério Público em Lajeado

Uma das ferramentas ou meios mais poderosos no processo eleitoral, para convencimento do eleitor, é o uso da retórica, ou seja, a capacidade que aquele que fala tem de elevar a linguagem escrita ou falada a um nível ou padrão de comover, agradar ou persuadir quem está lendo ou ouvindo. Ou seja, uma arte de prender a atenção do interlocutor. No caso do processo eleitoral, quanto mais eleitores forem persuadidos, comovidos e lhes agradar determinada fala, a tendência é ter o candidato mais sucesso na receptividade de votos.


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Pois bem. São pouco mais de 20 dias para o convencimento do eleitoral. Os indecisos, conforme avaliações eleitorais, ainda são muitos e esses são alvos diretos de todas as manifestações daqueles que pretendem sucesso no certame eleitoral. Em outras palavras, estamos no momento de maior intensidade da campanha e não é anormal que os embates entre os candidatos sejam muito ásperos, fortes, e não raro haja certos exageros entre as partes envolvidas. Em verdade, duas situações basicamente ocorrem nesse momento.

Se o desvio das manifestações for tão intenso, a ponto de se caracterizar um ato injurioso por dignidade ou decoro, durante a campanha eleitoral, com efeito, poderá haver processo judicial para apuração do fato e responsabilização. No entanto, na maioria das situações, é no mundo eleitoral que permanecem esses fatos, mesmo os de grande intensidade, eis que, como antes dito, cabe ao eleitor o filtro das mensagens que lhes são apresentadas.

Enfim, cabe ao eleitor avaliar, analisar, compreender e identificar o nível de veracidade da retórica, ou então da fala convincente, ou não, dos candidatos que se apresentam à representação – vereadores – ou da gestão municipal – prefeitos. Por derradeiro, creio que estamos, mais um vez frente à máxima de Freud: “Quando Pedro me fala sobre Paulo, sei mais de Pedro do que de Paulo”.

Carlos Augusto Fiorioli, promotor de Justiça, membro do Ministério Público em Lajeado

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