A semana de quatro dias e a saúde mental dos trabalhadores: “A pandemia fez com que o futuro do trabalho se acelerasse”

Médico psiquiatra analisa tendências para o mercado de trabalho a partir das novas gerações


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Médico psiquiatra Rafael Moreno (Foto: Tiago Silva)

O médico psiquiatra Rafael Moreno analisou as tendências para o futuro do mercado do trabalho em participação no quadro “Direto ao Ponto” desta segunda-feira (19), no Troca de Ideias. Entre essas tendências, o profissional ressaltou a semana de quatro dias de trabalho, que tem sido uma realidade em países como Islândia, Nova Zelândia, Japão e Espanha. Entre os benefícios está o ganho de produtividade e melhor saúde mental para os trabalhadores. “A pandemia fez com que o futuro do trabalho se acelerasse”, afirma Moreno.

O psiquiatra lembra que, no Brasil, apesar dos avanços que trouxe para a sua época, a CLT é antiga e não acompanhou as mudanças no mercado de trabalho. Moreno percebe que 44 horas semanais de trabalho atualmente talvez sejam excessivas para o cérebro humano. A situação é diferente de tempos passados, em que as funções eram desempenhadas mais pelo trabalho braçal e menos pela automatização e inteligência artificial como atualmente.

“Tem várias estudos dentro das saúdes médicas e das ciências sociais mostrando que, quando a gente reduz a carga horária de trabalho e aumenta o tempo que o indivíduo está em questões de lazer e ócio, aumenta a produtividade”, ressalta Moreno.

O profissional indica respeitar o tempo de descanso. Conforme ele, a pandemia trouxe um choque de realidade, e potencializou a mentalidade das novas gerações que querem ter trabalho e qualidade de vida associados. Dessa forma, o psiquiatra orienta que os empregadores busquem entender esse momento de mudança para conseguir aumentar a produtividade na empresa.

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