“A vacina da Pfizer é mais delicada comparada às demais”, explica diretora de Inovação e Sustentabilidade da Univates

Simone Stülp ressalta que a estrutura da Univates, com ultrafreezer, está preparada para armazenar os imunizantes


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Vacina da Pfizer (Foto: Raiane Miranda / Governo do RN / Divulgação)

O Vale do Taquari recebeu nesta segunda-feira (24) a primeira remessa de vacinas da Pfizer contra a Covid-19. Chegaram 3.222 imunizantes, que têm características específicas e diferenciadas de armazenamento, manuseio e aplicação. Neste momento, os municípios recebem as doses refrigeradas entre 2°C e 8°C. Nesta temperatura, as vacinas podem ficar por até cinco dias. Por essa limitação, a orientação é que os municípios realizem agendamento prévio das pessoas a serem imunizadas. Caso seja necessário armazenar as vacinas em temperaturas mais baixas, elas serão alojadas em um ultrafreezer da Univates.

“A vacina da Pfizer é uma vacina mais delicada comparada às demais”, explica a diretora de Inovação e Sustentabilidade da Univates, Simone Stülp. “Ela requer toda uma estrutura da região para que você faça, primeiro, a refrigeração adequada e que haja a aplicação da vacina dentro desses cinco dias, que é o tempo que ela pode ficar nessa temperatura.”


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“Nessa primeira remessa de vacinas da Pfizer à região, como nós tivemos as vacinas chegando em uma temperatura de 2ºC a 8ºC, que você consegue armazenar em uma caixa por exemplo, e fazer a distribuição e transporte, não foi necessário a colocação em ultrafreezer”, observa Simone.

Simone Stülp, diretora de Inovação e Sustentabilidade da Univates (Foto: Tiago Silva)

“De todo o modo, a estrutura da Univates está pronta porque nós imaginamos que, num momento que a região tiver que armazenar doses para a segunda dose, essas estruturas aí sim serão necessárias”, projeta.

A Univates tem cinco estruturas de ultrafreezer. Com um remanejamento interno, um será dedicado ao armazenamento de vacinas. “A estrutura que temos permite o armazenamento desde temperaturas extremamente baixas, como aquelas noticiadas no primeiro momento, de -70ºC a -80ºC. Depois houve uma revisão de que poderíamos ter um armazenamento a -20ºC, e a nossa estrutura dá conta também. E após esse descongelamento, a vacina pode ficar de 2ºC a 8ºC por até cinco dias”, explica a professora.

Conforme ela, após descongeladas, os imunizantes, se não forem aplicados, não poderiam ser novamente congelados. Cinco dias seria o prazo efetivo para fazer a aplicação, afirma.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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