Variante delta: infectologista espera elevação de casos no Vale do Taquari, mas com letalidade menor

“Tem se mostrado menos inflamatório esse ‘novo covid’”, afirma Guilherme Campos Domingues


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Foto: Tiago Silva

O médico infectologista Guilherme Campos Domingues acredita que haverá uma nova onda de elevação de casos de coronavírus, ocasionada pela variante delta. Porém, o profissional entende que o novo agravamento da situação da pandemia no Rio Grande do Sul não deve lotar os hospitais como ocorreu em relação à variante P1, conhecida como variante de Manaus, a partir de fevereiro deste ano.

Domingues credita essa diferença em função do avanço da vacinação e da proteção que ela fornece à evolução de quadros graves de saúde. As análises foram apresentadas em entrevista no programa Redação no Ar, na tarde desta quinta-feira (26).

“A variante delta vai chegar no Vale do Taquari, mais cedo ou mais tarde”, projeta. “Mas não sabemos o quanto vai trazer de impacto. Será que vai ser tão grande quanto aconteceu em março? A gente espera que não. Os estudos têm mostrado uma letalidade menor, uma necessidade de internação menor. Esperamos, sim, que ocorra um novo surto, novos casos de transmissão. Mas um número menor de internação e necessidade de UTI. Tem se mostrado menos inflamatório esse ‘novo covid’”, nota.

“As variantes têm um mecanismo de driblar o anticorpo inicialmente, e mesmo as pessoas vacinadas acabam tendo um quadro leve de covid, mas, ainda assim, conseguem transmitir a doença”, explica o infectologista. “Mas a proteção contra casos graves e internação acontece sim”, assegura. De acordo com ele, com a primeira dose, o nível de proteção fica em 45%, e com o ciclo vacinal completo, 80% de proteção em relação aos casos graves.

Sintomas e cuidados

A variante delta tem maior facilidade de transmissão, e o problema maior ocorre em lugares fechados, sem o uso de máscara. “O uso de máscara é a principal barreira para não se infectar”, destaca o infectologista, ao pedir por ambientes bem ventilados para evitar a inalação das partículas do vírus.

No início da pandemia, os sintomas comuns do vírus original eram perda de olfato e paladar. Na nas variantes do Sars-Cov-2, predominam tosse, dor de garganta e febre, fatores que aumentam o risco de confundir com resfriado e gripe.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

 

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