A curiosidade excessiva pode nos colocar em armadilhas arriscadas

Leia e ouça a análise da psicóloga e psicanalista clínica Dirce Becker Delwing.


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Foto: Alice Becker Delwing

“Grandes coisas não se fazem por impulso, mas pela junção de uma série de pequenas coisas”.
(Vicent van Gogh)

A curiosidade matou o gato é um ditado popular usado para alertar uma pessoa de que um mal pode ocorrer se ela for muito curiosa. Esse ditado se originou na Europa, numa época em que as pessoas não gostavam muito de gatos porque eles eram associados às bruxas. Era o fim da Idade Média e havia uma crença de que os gatos, especialmente os gatos pretos, traziam má sorte. Para acabar com os bichanos, alguns faziam armadilhas, usando como iscas coisas estranhas que chamavam a atenção do felino curioso. Ele sempre ia com cautela, mas a curiosidade diante do objeto desconhecido acabava levando o gato a cair na armadilha. E assim teria surgido a expressão: A curiosidade matou o gato.


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Nesta terça, a nossa gatinha pulou o muro dos fundos de casa e, depois disso, não foi mais vista. Soubemos do percurso dela porque olhamos as imagens registradas pelas câmeras. Assim que nos damos conta do desaparecimento, começamos a procurar pelas redondezas e até agora não tivemos notícias. O ocorrido é o assunto da casa e já possibilitou as mais diferentes reflexões, como, por exemplo, o fato da gatinha, pelo seu espírito aventureiro, numa fração de segundos, ter perdido todos os cuidados que recebia, talvez até a vida.

Nesse sentido, se pensarmos na existência humana, também nós podemos ter momentos em que deixamos o nosso instinto de curiosidade e aventura se sobrepor à razão, agindo por impulso, sem analisar os possíveis efeitos dos nossos atos. Isso pode ocorrer no trânsito quando aceleramos demais, ou quando fazemos uma ultrapassagem perigosa. Pode acontecer nos momentos em que testamos nossos limites na relação com a natureza, ou até mesmo com comportamentos e atos que poderão nos comprometer diante da nossa família, diante da nossa empresa, diante da sociedade. Nesse caso, arranhar a imagem, perder a confiança, é como despencar de um muro sem qualquer garantia de uma rede protetora para amortecimento da queda.

Quanto à nossa gatinha, o mais doído é o não sabido. Se está viva, ou morta. Seguimos dando suporte à esperança de que alguém a encontre e observe a coleirinha com seu nome e o número de contato (51) 9 9805-5034. Vanilla!

Onde estás, Vanilla? Contato: (51) 998055034

Publicado por Dirce Becker Delwing em Quinta-feira, 16 de julho de 2020

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