AAS e anti-inflamatórios não devem ser utilizados em casos de suspeita de dengue, alerta Cláudio Klein

Esses medicamentos reduzem a coagulação sanguínea. Em caso de desenvolvimento de dengue hemorrágica, o paciente pode ter seu quadro complicado, com o aumento da hemorragia


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Secretário de Saúde de Lajeado, o médico pneumologista Cláudio Klein, em entrevista nesta quinta-feira (Foto: Rodrigo Gallas)

O ácido acetilsalicílico (AAS) — conhecido popularmente como aspirina (nome da marca) — e os anti-inflamatórios não devem ser utilizados em casos de suspeita de dengue, alerta o secretário de Saúde de Lajeado, o médico pneumologista Cláudio Klein. “Esses medicamentos reduzem a coagulação sanguínea.” Em caso de desenvolvimento de dengue hemorrágica, o paciente pode ter seu quadro complicado, com o aumento da hemorragia.

Nos casos mais graves, a hemorrágica ou fulminante, pode levar à morte. Os principais “sinais de alerta” da doença são dor intensa na barriga, sinais de desmaio, náusea que impede a pessoa de se hidratar pela boca, falta de ar, tosse seca, fezes pretas e sangramento.

 

Por outro lado, em sua participação no programa Acorda Rio Grande da Rádio Independente, na manhã desta quinta-feira (24), Klein recomenda o uso do paracetamol e, em um segundo caso, a dipirona. Estes medicamentos devem amenizar os sintomas. No entanto, de forma alguma, substituem a consulta médica.

Sintomas da dengue clássica, a mais leve: 

  • febre
  • dor no corpo
  • dor de cabeça
  • dor atrás dos olhos
  • manchas pelo corpo
  • mal estar
  • falta de apetite

Apesar de todos estes possíveis sintomas, o médico pneumologista informa que a dengue pode ser praticamente assintomática, em alguns casos.

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Texto: Rodrigo Gallas
web@independente.com.br

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