“Acho que vamos conseguir reverter a saída dos municípios da Amvat”, afirma presidente da entidade

Sandro Herrmann entende que houve ruído nas discussões e faltou um projeto regional com planilha de custos e impacto no cronograma de obras para ser apresentado ao Governo do RS


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Sandro Herrmann, presidente da Amvat e prefeito de Colinas (Foto: Maria Eduarda Ferrari)

O prefeito de Colinas e presidente da Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat), Sandro Herrmann, tem esperança de reverter a saída de 11 municípios da entidade, confirmada em 13 de junho. Esses prefeitos da região alta do Vale retiraram seus municípios da Amvat por entenderem que a associação não se envolveu e não os representou adequadamente nas discussões sobre adequações no projeto de concessão de rodovias do Vale do Taquari, proposto pelo Governo do RS.

“Eu gostaria realmente de chegar ao fim do meu mandato como presidente da Amvat e poder dizer que a Amvat está novamente com todos os prefeitos sentados na mesma mesa buscando melhorias para o Vale do Taquari”, Herrmann destacou em entrevista ao Redação no Ar desta sexta-feira (8). “A gente vai tentar buscar esse retorno desses parceiros, porque são grandes amigos”, pontua. “Todos eles têm essa liberdade de permanecer ou não”, diz ele, para quem os prefeitos individualmente podem ficar insatisfeitos, mas as administrações passam e os municípios permanecem.

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O dirigente acredita que “houve um pouco de ruído entre todas as partes do Vale do Taquari, e a Amvat é uma das responsáveis”, admite. “Nós pecamos como Vale, como região”, e “o Vale inteiro é responsável por isso, não é só a Amvat.” Na sua visão, faltou às entidades representativas levarem um projeto estruturado, discutido e organizado de modo conjunto.

“Quando eu digo que o Vale não se uniu, é a impressão que eu tenho”, observa. Conforme Herrmann, muitos prefeitos levaram demandas individuais, com algumas atendidas e outras não. Ele destaca que a Amvat foi parceira dos municípios diretamente envolvidos e mais afetados pelo projeto, mas lembra que a entidade em si não fez encaminhamentos gerais pelos municípios, apenas acompanhou e apoiou as demandas individuais.

Em retrospectiva, ele avalia que o mais indicado seria levar uma planilha regional completa com impacto na tarifa e no cronograma de obras. Isso teria faltado, segundo sua leitura. “Nunca nós levamos um projeto para toda a concessão”, reconhece.

“A gente pecou e temos que reconhecer isso”, reforça. “Erramos, não só a Amvat.” Herrmann entende que o período de pandemia, que prejudicou os encontros presenciais, forçando muitas reuniões virtuais, também foi um fator relevante para a falta de consenso no Vale do Taquari e de entendimento com o Governo do RS.

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Por outro lado, o presidente da Amvat percebe que o governo gaúcho está atento aos movimentos regionais e está preocupado que o leilão, previsto para o início de setembro, fracasse. Segundo ele, atualmente não é um bom momento para uma licitação em função do alto custo das obras, da inflação e da situação política e econômica do país como um todo, o que pode afastar concorrentes.

Saiba mais

O presidente da Amvat, Sandro Herrmann, informou em entrevista à Rádio Independente que os municípios que estão de saída da entidade permanecerão na Associação dos Municípios de Turismo da Região dos Vales (Amturvales) e no Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Taquari (Consisa). Conforme ele, não há relação direta e vinculativa entre as entidades, que têm focos e atuações distintas.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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