Acil é contra o pedido de plebiscito sobre abertura do comércio aos domingos

A entidade afirma ser “contraditório haver a necessidade de voltar a perguntar para a população se ela deseja poder decidir sobre sua própria vontade, sobre o seu livre arbítrio. Logo, um plebiscito sobre a liberdade econômica não faz qualquer sentido”.


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Foto: Natalia Ribeiro / Arquivo / Rádio Independente

A Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil) emitiu nota em resposta ao ofício da Câmara de Vereadores com solicitação de realização de plebiscito de deliberação sobre liberdade econômica, com foco na abertura do comércio aos domingos.

Na nota, a entidade enfatiza que “cada cidadão deve ter liberdade para decidir sobre a forma de buscar sua própria sustentabilidade econômica. Se vai escolher empreender abrindo negócio próprio ou empreender na sua carreira profissional”.

A entidade adianta ser “contraditório haver a necessidade de voltar a perguntar para a população se ela deseja poder decidir sobre sua própria vontade, sobre o seu livre arbítrio. Logo, um plebiscito sobre a liberdade econômica não faz qualquer sentido”.

Confira a íntegra da nota

“A ACIL, entidade empresarial às vésperas de completar 100 anos de existência, sempre defendeu o direito à liberdade de escolha dos indivíduos. Para a ACIL, cada cidadão deve ter liberdade para decidir sobre a forma de buscar sua própria sustentabilidade econômica. Se vai escolher empreender abrindo negócio próprio ou empreender na sua carreira profissional. Os conceitos de liberdade e de democracia andam juntos. São complementares e indissociáveis.

Portanto, tomando como base esses preceitos, é contraditório haver a necessidade de voltar a perguntar para a população se ela deseja poder decidir sobre sua própria vontade, sobre o seu livre arbítrio. Logo, um plebiscito sobre a liberdade econômica não faz qualquer sentido.

Por outro lado, em 2016, a população lajeadense escolheu seus legisladores. Cabe a eles representarem o seu eleitor. O voto é como uma procuração para o vereador. No pleito de 2020, nossa comunidade promoveu uma grande renovação na Câmara. É lógico concluir, com isso, que os eleitores buscam uma Câmara que represente seus anseios mais atuais. Entendemos, portanto, que cabe aos novos vereadores legislarem representando a democracia e os conceitos que a acompanham.

Que o assunto volte a ser debatido, se os novos vereadores assim entenderem. Mas, desde já, reforçamos que realizar plebiscito sobre o tema proposto é totalmente incoerente em relação à filosofia institucional (Missão, Visão, Princípios, Propósito e Proposta de Valor) que sustenta a atuação da ACIL.” AI/CS

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