Administrador explica como funerária se prepara para realizar enterros de vítimas do novo coronavírus

Em casos suspeitos ou confirmados de coronavírus, não há velório.


1
Foto: Divulgação

O administrador da União Assistencial, Gustavo Luis Schmitt, explicou em entrevista no programa Rádio Repórter desta sexta-feira (24) como as funerárias tiveram que se adequar e se preparam para realizar enterros de vítimas de coronavírus.

Conforme ele, a empresa já realizou quatro enterros de vítimas suspeitas de coronavírus (dois em Lajeado, um em Estrela e outro em Cruzeiro do Sul).


ouça a entrevista

 


Gustavo Schmitt (Foto: Divulgação)

Nesses casos, explica Schmitt, não há velório. O sepultamento é feito de forma direta com o caixa fechado. Conforme ele, o trabalho da funerária muda bastante. Os funcionários têm que adotar uma série de medidas de segurança. O corpo sai do hospital direto para o cemitério.

A preparação da documentação é toda agilizada com antecedência. Antes, era feita com o velório em andamento, em um processo que demorava cerca de seis horas.

Para mortes que não são suspeitas de Covid-19, é permitido velório de no máximo três horas e o caixa pode ficar aberto. A orientação é para que se evite aglomeração. Schmitt diz que antes eram feitas cerimônias com 50, 80, 100 pessoas, agora elas são mais rápidas, com a participação de cerca de dez familiares. O administrador confessa que “é dolorido” ver uma despedida dessa forma.

1 comentário

  1. Em outros países as vítimas do coronavirus são enterradas em sacos plásticos. Aqui no Brasil estão sendo enterradas em caixões. Isso mostra a exploração e inescrupulosidade das funerárias brasileiras.
    Lamentável

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Por favor, coloque o seu nome aqui