‘Adorava ser professora’, dizem amigas de jovem grávida morta em SC

Vítima, de 24 anos, foi morta a tijolada e teve barriga cortada por estilete em Canelinha, na Grande Florianópolis, segundo a polícia. Abaladas, madrinhas de bebê recém-nascida lembram de bons momentos com amiga.


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Galpão de cerâmica onde o corpo foi encontrado em Canelinha (Foto: Mayara Vieira/ NSC TV)

Os amigos e familiares da jovem de 24 anos assassinada em Canelinha, na Grande Florianópolis, ainda tentam entender a morte dela, que chocou a cidade de 12 mil habitantes. O corpo foi encontrado em um forno de uma cerâmica desativada na cidade. A suspeita é que uma conhecida tenha feito uma emboscada para cometer o assassinato e ficar com o bebê, já que a vítima estava grávida. Segundo a Polícia Civil, a jovem foi morta à tijolada e teve a barriga cortada por estilete. O velório ocorre neste sábado (29) no Centro da cidade, onde também deve ser sepultada.

O nome da grávida morta não foi divulgado pois há risco que se chegue assim à identidade da recém-nascida, que tem o direito à preservação da identidade garantido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

“Não estou conseguindo acreditar ainda, ninguém consegue acreditar que isso tudo aconteceu”, disse Josiane da Silva, amiga da vítima. Ela foi uma das duas amigas escolhidas pela jovem e o companheiro para serem as madrinhas de primeira filha do casal.

O parto estava previsto para setembro e a jovem estava muito feliz e ansiosa com a gestação. Pedagoga, ela tinha carinho especial por crianças.

“Era ótima professora. A gente pegou afinidade quando trabalhamos na mesma creche, surgiu uma amizade enorme. Ela era uma pessoa que não via maldade”, contou a amiga Josiane.

Na quinta-feira (27), a vítima desapareceu de tarde. Preocupados e sem conseguir contato com a jovem, os amigos fizeram postagens em busca dela. Na sexta-feira (28), uma mulher que conhecia a vítima foi presa suspeita de matar a gestante. O companheiro da suspeita também foi preso.

“Estávamos desesperados e decidimos procurar. Eu estava junto quando achamos ela. A gente sempre tem esperança de encontrar viva, mas no fundo sabia que algo ruim tinha acontecido”, contou Josiane.

Amigos e familiares saíram às ruas em busca da jovem e contaram com apoio e orações de outros moradores, até que na manhã de sexta encontraram o corpo.

O bebê não estava com a vítima. A mulher suspeita de matá-la foi ao hospital ainda na noite de quinta-feira com o bebê dizendo que a filha era dela. Ferida, a recém-nascida foi levada para o Hospital Infantil Joana de Gusmão, na capital.

Segundo Jeisiane, a vítima e a suspeita não eram amigas, mas tinham se aproximado nas últimas semanas porque a mulher presa também estaria grávida. Em depoimento, a suspeita confessou o crime à polícia e disse que tinha perdido o seu bebê. A intenção dela era ficar com a filha da vítima.

Fonte: G1

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