Entidades pressionam políticos a rejeitar extinção de plebiscito para privatizações

Projeto é fundamental para definir futuro da Corsan, Banrisul e Procergs


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Foto: Divulgação

Aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa, a Proposta de Emenda à Constituição que propõe a retirada da exigência de plebiscito para privatizações passará por uma nova etapa antes da votação em plenário. A tendência é que na próxima semana, a matéria seja avaliada pela Comissão de Economia. O Governo do Estado pretende colocar em votação a PEC ainda neste mês de abril.


ouça a entrevista

 


O presidente do Sindiágua, Arilson Wünsch, concedeu entrevista ao programa Encontro Maior da Rádio do Vale e informou que entidades ligadas às estatais como Corsan, Banrisul e Procergs buscam apoio de prefeitos e vereadores para pressionarem os deputados estaduais a rejeitarem o Projeto. O entendimento é que a privatização sem a consulta popular seria prejudicial à população gaúcha. Arilson Wünsch relatou que, mesmo que a Corsan não esteja em municípios como Westfália, Teutônia e Colinas, no Vale do Taquari, parte do lucro da empresa é direcionada a estes municípios, o que não ocorrerá mais com a sua venda.

Após a aprovação na Comissão de Economia, a tendência é que a primeira votação em plenário possa ocorrer no dia 27 de abril. Para retirar a necessidade de plebiscito para as privatizações, o Governo do Estado precisa de 33 votos. Se aprovada em dois turnos, novos projetos para a privatização das estatais serão enviadas à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. No segundo momento, haverá a necessidade de apenas 28 votos para as aprovações. GL

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