Aeronaves dos bombeiros, da Brigada e da Força Aérea são previstas para atuarem em resgates no Vale do Taquari nesta quarta-feira

Serão ao todo 21 embarcações e cerca de 110 bombeiros em atuação pela região nesta quarta


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Foto: Thiago Kich

O Corpo de Bombeiros Militar de Lajeado aproveita o pouco de trégua na chuva durante a madrugada desta quarta-feira (1º) para agilizar o resgate e a remoção de famílias que necessitam de socorro em função de nova enchente do Rio Taquari e de seus afluentes. Isso antes de novas precipitações mais importantes, previstas para ocorrer por volta das 4h e 5h desta quinta.

“Nós, infelizmente, temos uma previsão de uma chuva muito volumosa hoje”, destaca o comandante da corporação em Lajeado, Thalys Stobbe. De acordo com ele, há grande dificuldade no trabalho devido ao solo encharcado. “É muito improvável que não ocorra outros deslizamentos no Vale e em outros locais”, avalia.

Por isso a pressa dos socorristas em agilizar o serviço durante esta madrugada, principalmente em localidades como Forquetinha, em Forqueta, no ‘Cantão’ em Lajeado, e em Cruzeiro do Sul, além de Tamanduá, Marques de Souza.

Para esta quarta-feira, deve ocorrer um incremento de salva-vidas na região. Uma demanda emergente, aeronaves dos bombeiros, da Brigada Militar e possivelmente da Força Aérea Brasileira (FAB) devem chegar. No total, são previstas de três a quatro atuando no Vale ao longo do dia.

Comandante dos bombeiros em Lajeado, Thalys Stobbe

Embarcações também devem ajudar os bombeiros em vários lugares ao mesmo tempo, pontua o comandante. “O dia de hoje vai ser melhor do que o de ontem”, assegura Stobbe. “Mesmo se as aeronaves não vierem, com o apoio das embarcações, vai ser possível atender as pessoas”, garante.

Serão ao todo 21 embarcações (+10) e cerca de 110 bombeiros (+50) em atuação nesta quarta. Pelos cálculos de Stobbe, a corporação já fez mais de 400 resgates pelo Vale do Taquari devido a esta nova enchente e enxurrada.

“Em setembro, o grande ‘vilão’ da história foi o Rio Taquari. Dessa vez, eu colocaria a ‘culpa’ no Rio Forqueta – ele encheu muito rápido –, e nos deslizamentos”, entende, sobre o que influenciou mais para os problemas ao longo desta terça-feira na região.

Conforme o socorrista, a atuação é mais complexa agora em relação à cheia de setembro porque o Vale não é tão acostumado com deslizamentos de terra. “Um desafio novo”, classifica. “Deslizamento ele não avisa antes. A gente tem movimentos de massa muito rápidos. Não é como nos filmes. Quando o deslizamento vem, ele vem e a pessoa não consegue mais agir. Quando a pessoa desconfia que está na hora de sair de casa, geralmente já passou da hora de sair”, percebe.

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