África do Sul corre risco de escassez no sexto dia de distúrbios

Maior refinaria do país anunciou o fechamento de sua fábrica próxima a Durban


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No sexto dia de distúrbios que já causaram 72 mortes na África do Sul, em meio ao desemprego galopante e a novas restrições anticovid-19, as preocupações com uma possível escassez de combustível e de alimentos começavam a agitar o país nesta quarta-feira (14).

No início desta manhã, filas se formaram do lado de fora de vários postos de combustível, especialmente na periferia de Joanesburgo e Durban. Na véspera, a maior refinaria do país anunciou o fechamentoc de sua fábrica próxima a Durban, em Kwazulu-Natal (leste), que fornece cerca de um terço do combustível consumido no país, por motivo de “força maior”. “A escassez de combustível nos próximos dias, ou semanas, é inevitável”, disse o porta-voz da Associação de Automobilistas (AA), Layton Beard, à AFP.Segundo ele, alguns postos já estão secos, e outros, racionando na bomba.

Em Durban, afetada por saques de lojas e armazéns, filas de clientes em busca de suprimentos já se estendiam desde o dia anterior nos supermercados, ante o temor da escassez de alimentos.

Há vários dias, a província de Kwazulu-Natal e Gauteng, que inclui as duas principais cidades do país – Joanesburgo e Pretória -, foram tomadas por um turbilhão de violência, alimentado pela crise econômica em um país esgotado pela pandemia do coronavírus e que atingiu uma taxa de desemprego recorde (32,6%).

A violência logo se espalhou para outras províncias, incluindo Mpumalanga (nordeste) e Cabo Norte (centro), de acordo com a polícia. O último balanço oficial, divulgado na terça-feira à noite, registrava 72 mortos e 1.234 prisões. A maioria das mortes ocorreu em debandadas durante os saques de lojas e shoppings.

Os primeiros incidentes eclodiram um dia após a prisão, na quinta-feira, do ex-presidente Jacob Zuma, condenado a 15 meses de prisão por desacato. O episódio funcionou como um detonador para reacender a frustração econômica.

Na noite de segunda-feira, após tomar a decisão de mobilizar o Exército, o presidente Cyril Ramaphosa alertou para o risco de “escassez”, se a espiral de violência continuar.

Fonte: R7


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