Aglomeração em meio à pandemia é explicada pelo fenômeno da habituação

"Por mais que determinado estímulo seja doloroso a gente acaba se acostumando", afirma o médico psiquiatra Rafael Moreno.


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Rafael Moreno (Foto: Rodrigo Gallas / Arquivo / Rádio independente)

Depois de seis meses do início das restrições da pandemia, as pessoas têm voltado a sua rotina como se nada tivesse acontecido. Isso é chamado do fenômeno da habituação, explica o médico psiquiatra Rafael Moreno, em sua participação no programa Troca de Ideias, na manhã desta segunda-feira (31).


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A habituação é um exemplo de aprendizagem não associativa em que ocorre uma diminuição automática na intensidade de uma resposta a um estímulo repetitivo, fraco, sem consequências sérias, que permite, por exemplo, ignorar estímulos como ruídos. “Por mais que determinado estímulo seja doloroso a gente acaba se acostumando. Essa é uma capacidade de todo ser humano e, também, dos animais frente a um estímulo repetido, como por exemplo, uma ameaça de se pegar uma infecção grave.”

Outro ponto que está fazendo as pessoas se aglomerarem é o estado psicológico da negação. A negação é um mecanismo de defesa inconsciente em que o conflito emocional e a ansiedade são evitados por recusa em reconhecer pensamentos, sentimentos, desejos, impulsos, ou fatos que são conscientemente intoleráveis. “A negação vem quando a verdade é muito difícil de ser aceita”, afirma Moreno.

Texto: Rodrigo Gallas
web@independente.com.br

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