Agricultores e o Câncer


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Foto: Divulgação

Os agricultores tem uma jornada considerada insalubre. Seu dia a dia precisa lidar com as condições climáticas muitas vezes adversas, corre riscos de acidentes de trabalho a todo instante quando maneja com animais e lavouras entre tantas outras. Estas condições faz com que fica exposto a situações que pode provocar câncer. Entre tantos dois chamam atenção.


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O câncer de pele por sua exposição ao sol e na maioria das vezes sem protetor solar e o EPI básico: chapéu aba larga (não boné), roupa e calçado protetores e muitas vezes forçado a trabalhar entre ás 10h00min e 16h00min onde os raios solares mais prejudicam.

Os índices de Raio Ultravioleta – RUV estão cada vez mais fortes e seguidamente passando de 11 considerado extremamente alto na região. Influenciando o aparecimento de câncer de pele, principalmente para os de pele e olhos claros. A pele negra também esta exposta e precisa de protetor. E não tem mais esta “estou acostumado”.

Os casos de câncer no Brasil em 2016 segundo o Instituto Nacional do Câncer chegam a 181 mil novos casos. E o “Melanoma” é um dos principais e ainda é agressivo e passa para outros órgãos. Qualquer mancha diferente procure seu médico dermatologista.

A outra situação é a exposição e lida com agrotóxicos. O Brasil é um dos maiores consumidores do mundo. E sempre o produtor estará exposto na aplicação e depois como consumidor de alimentos. Não estamos nem falando neste momento do meio ambiente. O RS tem uma das maiores taxas de mortalidade de câncer relacionada ao agrotóxico perdendo apenas para S.Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Estudos mostram que há relacionamento entre exposição ao agrotóxico e aparecimento de tumores e câncer de mama e próstata e no sistema linfático que pouco se fala. Simplificando ele é formado para levar a “linfa” líquido claro/amarelado que ajuda a combater as bactérias, produz glóbulos brancos que são protetores contra micro-organismos.

Fazem parte das células e circula pelo organismo (parecido como o sangue), e fazem parte de órgãos como baço, timo, fígado, medula óssea e outros. Também aí se inclui a desregulação hormonal pela exposição dos estrógenos.

Entre todos os agrotóxicos eu chamo atenção ao mais aplicado pela região o “Glifosato” herbicida conhecido também como mata tudo. Exige sim muito cuidado e EPI completo. Temos encontrado aplicadores com bermuda, chinelo de dedo, camiseta e boné. Isto é proteção? Inclusive há aplicação em zona urbana que é proibido.

Depois não vem dizer não sabia nunca ninguém me disse isto. Esta desculpa não é mais possível usar. Estão aí os meios de comunicação a toda hora divulgando os perigos dos agrotóxicos.

E para piorar a situação segundo o Sindicato da Indústria de Produtos para a Defesa Vegetal (SINDIVEG) nos últimos 17 anos foram tirados de circulação 529 toneladas de agrotóxicos contrabandeados/ falsificados.

Com esta quantidade é estimado que pudessem ser aplicados em 6 milhões de hectares e produzir perto de 15 milhões de quilos de alimentos. Comprar alimentos sempre que possível de origem conhecida. E usar protetor solar sempre.

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