Agricultores fazem protesto reivindicando ações de combate à estiagem no RS

Manifestações pedem agilidade na liberação de recursos para auxiliar produtores que enfrentam dificuldades no estado. Mais de 400 cidades já decretaram situação de emergência


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Foto: Pixabay

Agricultores e produtores rurais realizam, na manhã desta quarta-feira (16), protestos em cidades do Rio Grande do Sul, reivindicando ações do governo estadual e federal no combate à estiagem. Até esta quarta, 405 cidades do estado já haviam decretado situação de emergência em razão da falta de chuva.

Por meio de nota, a Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) informou que está concentrando esforços para agilizar a tramitação do Avançar na Agropecuária e no Desenvolvimento Rural, que prevê investimento de R$ 275,9 milhões em ações de enfrentamento à estiagem.

Além disso, a secretaria destaca que, no dia 10 de fevereiro, o governador Eduardo Leite criou uma força-tarefa com o objetivo de acelerar o processo de assinatura de convênios entre a Seapdr e municípios para o repasse de recursos. Em Porto Alegre, cerca de 1,3 mil agricultores protestam em frente à sede da Seapdr. Ônibus de diversas regiões do estado chegaram para se juntar à manifestação.

Segundo os produtores, foram feitas reuniões com o governador Eduardo Leite mas nenhuma medida efetiva foi tomada. A Avenida Getúlio Vargas, em frente à secretaria, no bairro Menino Deus, está bloqueada no sentido bairro-Centro. Manifestantes pedem para entrar no pátio do local e ser recebidos pelas autoridades.

Ente as reivindicações, estão a solicitação de liberação de crédito e auxílio emergencial, junto com a liberação de R$ 23 milhões dos recursos do BNDES que estão na conta do governo do estado, segundo os organizadores. Produtores também buscam a criação de um Comitê Estadual da Estiagem com participação de secretarias e órgãos do governo, entre outras. Em relação ao governo federal, os agricultores pedem a liberação de crédito e auxílio emergencial, anistia das dívidas e a liberação de milho com valor subsidiado da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB).

Fonte: G1

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