Agricultura familiar teme cortes orçamentários para o setor

Presidente do STR de Teutônia e Westfália, Liane Brackmann relata “insatisfação” e “indignação” com redução em programas para o campo


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Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil / Arquivo

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Teutônia e Westfália, Liane Brackmann, relatou a decepção dos agricultores com os cortes no orçamento do setor em discussão em Brasília, quando o Congresso analisa o projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA). Em entrevista ao Redação no Ar desta terça-feira (13), Liane falou em “insatisfação” e “indignação”. “Nos preocupa porque em toda época de pandemia e com duas crises de secas, tanto em 2019 como em 2020, a nossa agricultura familiar não parou, mesmo passando por essas dificuldades”, ressalta.


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Conforme ele, os ruralistas tinham a esperança que a agricultura familiar pudesse ser reconhecida agora, pelo governo. Porém, segundo ela, não foi o que ocorreu. Liane cita cortes na equalização dos juros para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) na ordem de 40% (R$ 1,3 bilhão), além de redução do Programa de Aquisição de Alimentos (PEA), no Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e em ações de educação do campo.

Liane Brackmann, presidente do STR de Teutônia e Westfália (Foto: Divulgação)

A presidente do STR de Teutônia e Westfália lembra ainda de cortes na reforma agraria (94%), assistência técnica (58%), e promoção do cooperativismo e associativismo (65%). “Isso nos preocupa porque quem abastece hoje a população na questão de alimentos é a agricultura familiar”, ressalta.

Segundo ela, as produções de proteínas, leite, frutas e verduras, entre outras atividades realizadas nas propriedades rurais, podem ser comprometidas. O agricultor pode ficar sem crédito para custeio e compra de adubos e sementes para a próxima safra. Liane alerta que os produtores poderão ficar sem recursos para investir, reinvestir e custear a propriedade.

A sindicalista explica que o ano agrícola começa em 1º de julho, e os cortes passam a contar desta data.

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